31 de out de 2011

Cine Nostalgia - Robert Guédiguian


Nascido na França, Robert Guédiguian é ator, diretor, roteirista e produtor. Filho de mãe alemã e pai armênio. O filme Armênia (La Voyage en Arménie, 2007) é uma referência às suas raízes paternas. Nesta produção, a vida de Anna (Ariane Ascaride), uma cardiologista de Marselha é completamente transformada após a fuga de seu pai para a terra natal: a Armênia. Nesta viagem, a qual, a priori, seria apenas uma busca pelo pai que necessita de tratamento, Anna se vê rodeada por personagens que a envolvem de tal modo que a mesma adquire uma forte ligação com as suas origens.
Na trama, um thriller que equilibra drama e ação se forma a partir da grande viagem vivida pela personagem, e, neste meio, são visíveis os problemas de uma Armênia contemporânea, um local abandonado após o fim da União Soviética, que necessita de meios muito particulares para continuar sobrevivendo no mundo de hoje. Segundo Anna, o que vemos hoje é "uma Armênia nova construída com velhos tijolos".

Em um estilo semelhante, segue-se também Lady Jane, desta vez sem referências à ascendência do diretor, porém, com tensão aos seus espectadores do início ao fim. Na região da Marselha (terra de Guédiguian), três amigos, separados há muito tempo, se reencontram e são surpreendidos pelo sequestro do filho de Muriel (interpretada por Ariane Ascaride), algo que, aos poucos, faz todo o passado das personagens vir a tona. A trama se inicia como um novelo que se desfaz, a partir do momento em que ocorre o sequestro e a personagem é levada a reunir-se com seus velhos conhecidos. 

É, portanto, comum a ambos os filmes mostrar pessoas de nosso meio, em situações que, de fato, parecem impossíveis de acontecerem a qualquer um de nós, porém, a medida em que a trama se desenvolve, seus espectadores começam a notar que essas cenas, com toda a tensão, podem se tornar parte da vida de qualquer um. A naturalidade do roteiro e da interpretação se tornam indispensáveis para dar ao público a noção de que a tela, a câmera e as personagens estão ao seu lado e podem se revelar a qualquer momento, especialmente naqueles que parecem impossíveis de ocorrer na vida cotidiana.

O trabalho mais recente de Guédiguian é As Neves do Kilimanjaro, participante do Festival de Cannes 2011 e exibido na 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. 

28 de out de 2011

Saiba onde assistir aos filmes da Imovision

Referente  a  semana  de  28/10 a 03/11  

Incêndios
Cinemark Novo Shopping Ribeirão Preto

Turnê
Cinemark Colinas, em São Paulo


Cópia Fiel
Cinemateca Paulo Amorim, em Porto Alegre
Cinemark Rio Mar, Aracajú
Cinemark Iguatemi, em Brasília

Vicere
Cinemark Colinas

Cinemas Topazio, em Campinas
Espaço Miramar, em Santos
Uziminas Belas Artes, em Belo Horizonte
Cine Majestic, em Goiânia

Potiche - Esposa Troféu
Cine Joia, no Rio de Janeiro

Cinema do Museu, em Salvador
Cine Dunas, em Porto Alegre (até dia 02/10)
Uziminas Belas Artes, em Belo Horizonte
Cinemark Natal

Vejo Você no Próximo Verão
Espaço Beira Mar, Florianópolis

Mamute
Cinemateca Paulo Amorim, Porto Alegre

Esses Amores
Estação Laura Alvim, no Rio de Janeiro
Cinema do Museu, em Salvador
Unibanco Arteplex, Curitiba

Medianeras
Reserva Cultural, em São Paulo
Cine Lumière, em São Paulo
Cine Espaço Granja Viana, em São Paulo
Cine Jóia, no Rio de Janeiro
GNC Moinhos, em Porto Alegre
Cinema da UFBA, em Salvador

Borboletas Negras 
Estação Botafogo,  no Rio de Janeiro
Estação Laura Alvim, no Rio de Janeiro
Cine Guion, em Porto Alegre

Meu País
São Paulo
Cine Lumière
Unibanco Pompéia
Reserva Cultural
Cinemark Iguatemi
Cinemark Aricanduva
Cinemark Higienópolis
Cinemark Guarulhos

Rio de Janeiro
Cinemark Niterói
Unibanco Arteplex
Gran Cine Bardot, em Buzios

Porto Alegre
Cinemateca Paulo Amorim

Brasília
Cinemark Pier 21

Londrina
Cinema Araujo
Lumière Royal

Curitiba
Cine Batel

Joinville
GNC Cinemas

Belo Horizonte
Cinemark Diamond

A Missão Do Gerente De Recursos Humanos
Cine Vivo, em Salvador

A Criança da Meia-Noite
São Paulo
Cine Topazio, em Campinas

Em Casa Para o Natal 
São Paulo 
Reserva Cultural (Pré-estreia dia 29/11)

Meu País está nos cinemas - saiba onde assistir ao filme


Em sua quarta semana, o filme Meu País continua a emocionar o público em diversas salas, por todo o país. A trajetória de Marco, um jovem empresário que vive na Itália e precisa voltar ao Brasil após a morte do pai é parte de uma trama envolvente, uma verdadeira história de aceitação. 

Com o que parecia uma viagem de curta duração ao Brasil, Marco reencontra seu irmão Tiago e, de modo surpreendente, descobre a existência de Manuela, uma meia-irmã portadora de deficiência intelectual, que vive em uma clínica psiquiatrica. A jovem não necessita de cuidados médicos contanstes, mas sim de uma base familiar, que deveria ser feita pelos dois irmãos. Esta descoberta, porém, desagrada Tiago, que, com diversos problemas com a administração da empresa e seu vício em jogo, não aceita a chegada da irmã. Diante da situação, Marcos será obrigado a tomar uma importante decisão. 

Rodrigo Santoro, Cauã Reymond, Débora Falabella, Paulo José e Anita Caprioli formam o elenco principal da produção que chega hoje aos cinemas. A direção é de André Ristum, com produção da Gullane e distribuição da Imovision.
O filme Meu País está nos cinemas e você poderá assisti-lo nas seguintes salas:

São Paulo
Cine Lumière
Reserva Cultural  
Espaço Unibanco Pompéia (até o dia  01/11)  
Cinemark Iguatemi  
Cinemark Aricanduva
Cinemark Higienópolis  
Cinemark Guarulhos

Rio De Janeiro
Cinemark  Niterói  
Unibanco Arteplex  
Gran Cine Bardot - Búzios

Porto Alegre
Cinemateca Paulo Amorim

Brasília
Cinemark Pier 21

Londrina
Cinema Araujo
Lumiere  Royal
Curitiba
Cinemark Muller  

Joinville
GNC Cinemas
           
BH
Cinemark Diamond

Veja o trailer de Meu País:

Aleksander Sokurov e o poder - uma perspectiva sobre Fausto


Encerra-se a tetralogia sobre poder de Aleksander Sokurov. Após Moloch (1999), O Touro (2000) e O Sol (2004), apresentando respectivamente Hitler, Lênin e o Imperador Hirohito, agora é a vez do diretor encarar com um ponto de vista muito peculiar a relação do homem com o que existe de mais sombrio dentro de si. O engate da produção foi o clássico Fausto, renomada obra de Goethe, publicada em 1806, tratando-se então da lenda popular alemã sobre o pacto com o demônio. Neste contexto, o poema épico narra a trajetória do Dr. Fausto, um cientista que, incapaz de acreditar no conhecimento de seu tempo, é levado a pactuar com Mefistófeles, um demônio que o enche de energia e paixão pela técnica e progresso. 

A partir disso, a visão de um Fausto moderno, feita por Sokurov, carrega elementos facilmente relacionados aos jogos de poder da vida cotidiana. Assim como os outros filmes integrantes da tetralogia, Fausto faz parte de um ciclo que nos remete a ligações facilmente criadas entre os enredos de cada uma de suas obras; os filmes são entrelaçados por apenas um pequeno fio, o das relações de poder.

As gravações de Fausto aconteceram na República Tcheca e Islândia, tendo pós-produção na Rússia. Segundo o diretor, levou 30 anos para que pudesse amadurecer a ideia da adaptação de Fausto no cinema. E exatamente esta ideia o levou a interpretar um Fausto genuinamente alemão, no idioma original e utilizando-se de um elenco nacional. 

A grandiosidade da obra, uma das mais esperadas na 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, vencedora do Leão de Ouro no Festival de Veneza, mostra como Aleksander Sokurov, aclamado por filmes como Arca Russa (2002), continua intrigando seus espectadores com obras visionárias, verdadeiras imagens de uma mente peculiar, em um país como a Rússia, que, novamente, desperta para o cinema mundial.

27 de out de 2011

Potiche - Esposa Troféu, entre os melhores filmes franceses de 2011, segundo o FemaleFirst


A produção cinematográfica francesa sempre rendeu a seus espectadores grandes surpresas. Desde os consagrados diretores, como Jean Renoir, passando por Jean-Luc Godard, chegando até os dias atuais, o cinema francês nunca decepcionou. E assim foi também no ano de 2011.

Segundo a revista online FemaleFirst, a França proporcionou ao seu público produções de alto nível neste ano, incluindo em sua seleta lista de Melhores de 2011, o aclamado Potiche - Esposa Troféu, obra de François Ozon, estrelado por Catherine Deneuve e Gérard Depardieu.

Voltada ao público feminino, a revista ressaltou as questões abordadas por Potiche - Esposa Troféu de maneira divertida: uma deliciosa farsa à francesa sobre a guerra dos sexos, encenada pela "esposa troféu" Suzanne Pujol, interpretada por Deneuve, casada há 30 anos com Robert Pujol, personagem de Fabrice Luchini, um industrial machista. Ele adoece e, como já presumido, ela toma conta de seus negócios, saindo-se melhor do que era esperado por todos ao seu redor. Neste contexto, inicia-se então uma verdadeira batalha de sexos. O roteiro é um retrato bem-humorado da ascensão das mulheres no mundo, e, claro, de homens desesperados com esta situação.

A princípio vitimizada, a personagem de Catherine Deneuve agrega-se ao seu valor um ícone que simboliza todo um liberalismo e independência, uma visão tradicional da França que apenas mulheres como Deneuve podem personificar.

Confira Potiche - Esposa Troféu em breve nas locadoras e também na lista do FemaleFirst.co.uk

Veja o trailer de Potiche - Esposa Troféu:

Filme retrata amor, terrorismo, e a relevância dos movimentos que, ainda hoje, reivindicam mudanças

O novo filme de Andrés Veiel Se Não Nós, Quem? traz à tona a origem do grupo terrorista de maior influência na Alemanha em 1960, o Baader-Meinhof, mais tarde denomidado Red Army Faction (RAF) fundado por Andreas Baader e Gudrun Ensslin.
O filme inicialmente conta a história de amor de Bernward Vesper, interpretado por August Diehl (de Bastardos Inglórios) e Gudrun Ensslin (Lena Lauzemis): Um conturbado romance permeado a princípio por uma grande devoção a Will Vesper, pai de Bernward, autor alemão de sucesso no início do século XX que integrou efetivamente o partido nazista, o qual Gudrun e Bernward - também escritor - tentam reviver através de republicações de suas obras.

Bernward e Gudrun representam a primeira geração de filhos dos nazistas, com a culpa e questionamento como resquícios de suas descendências, e uma enorme vontade mudança até então ignorada por eles dois.

Se Não Nós, Quem? nos transporta para essa tensão e revolução - tanto política, como social e sexual - latente vivenciada na Alemanha nos anos 1960, principalmente quando num movimento extremamente paradoxal o Partido Social Democrático Alemão concorda em formar uma aliança com a União Democrática Cristã, gerando inconformismo geral, e no casal, que com ânsia de mudança aderem ao Movimento de Oposição Extra Parlamentar.
A revolta social e política aderida por Bernward e Gudrun se extende ao mundo todo, desde protestos de estudantes, até o Movimento dos Panteras Negras nos Estados Unidos.

Em uma dessas reuniões, Gudrun conhece Andreas Baader - Alexander Fehling, também de Bastardos Inglórios - e são eles os futuros fundadores do grupo terrorista Baader-Meinhof, o qual Bernward simpatizava, mas não se tornou ativista como Gudrun e Andreas.
Em Se Não Nós, Quem? o diretor Andrés Weiel toca em ponto chave nos dias de hoje: O filme não retrata a violência em si, e sim o protesto, o desejo de mudança contido em alguns grupos insatisfeitos com o sistema político imposto. Obviamente, em um diferente contexto, mas como vimos acontecer em alguns lugares do mundo - não no Brasil - há não muito tempo, aparentemente esta havendo certa re-politização das pessoas, mas de maneira inversa daquela mostrada em Se Não Nós, Quem?, já que os protestos aconteciam decorrente a ditadura nazista, e agora acontecem talvez devido ao acomodo geral da população.

Porém, tanto na forma de dominação ditatorial, quanto na acomodação geral das pessoas causada pela prioridade do indivíduo decorrente da modernidade - capitalismo avançado - acaba levantando o questionamento Se Não Nós, Quem? naqueles que saem as ruas a favor de mudanças.
Lena Lauzemis é Gudrun Ensslin
Lena Lauzemis, que interpreta a ativista social Gudrun Ensslin, chega ao Brasil amanhã para a apresentação do filme Se Não Nós, Quem? exibido na 35ª Mostra internacional de Cinema de São Paulo, domingo às 21h20 no Reserva Cultural.

26 de out de 2011

"Como Arrasar Um Coração" e "O Homem Ao Lado" estão nas locadoras!

Este mês a Imovision está com duas grandes novidades para locação nas melhores videolocadoras.

Como Arrasar um Coração, estreia de Pascal Chaumeil como diretor, estrelado por Vanessa Paradis e Romain Duris conta a história de Alex Lippi, um sedutor profissional que conquista todos os tipos de mulheres para depois partir. A intenção de Alex Lippi é desfazer casais indesejados. Isto é: Desmanchar relacionamentos onde as mulheres estejam infelizes e precisem de um empurrãozinho para cair fora. Porém, dessa vez Alex Lippi tem ume difícil tarefa: Separar Juliette Van Der Beck (Vanessa Paradis) de seu noivo perfeito em uma semana. Será que ele consegue arrasar o coração da moça?
Como Arrasar um Coração tem gostinho de Hollywood à moda francesa: Açucarado e irresistivelmente charmoso, um dos maiores sucessos na França em 2010, arrecadando cerca de US$ 40 milhões de bilheteria, já está disponível nas melhores video locadoras.

Outro sucesso de crítica entra esse mês para locação é o filme O Homem ao Lado, uma produção argentina de Mariano Cohn e Gastón Duprat.

Em O Homem ao Lado, Leonardo é um designer industrial que vive com sua esposa Anne, a filha Lola e sua empregada Elba, na única casa que construiu o grande arquiteto Le Corbusier na América, localizado na cidade de La Plata, em Buenos Aires, Argentina.

Como um designer industrial, ele tem uma grande reputação graças ao desenho de uma cadeira que foi internacionalmente reconhecida e elogiada. Sua rotina matinal e o conforto de sua prestigiada casa são afetados pelo início das obras em uma casa adjacente. Um vizinho ilegalmente tentou fazer uma janela que dava para sua casa.

O Homem ao Lado, assim como Medianeiras, são grandes destaques do cinema argentino deste ano. Confira o trailer:
Não perca Como Arrasar Um Coração e O Homem ao Lado, disponíveis nas melhores videolocadoras para locação.

24 de out de 2011

Filme de Antony Cordier aborda o relacionamento aberto, e é atração da 35ª Mostra de Cinema de SP

"Na vida, mesmo se estamos felizes, esperamos sempre que alguma coisa aconteça, que alguma coisa nos arrebate". É esse questionamento que da início ao filme Para Poucos, de Antony Cordier que será exibido amanhã na 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Rachel (Marina Foïs) é funcionária de uma loja de joias casada com Franck (Roschdy Zem) e vivem com seus filhos uma vida confortável de classe média. Quando conhece Vincent (Nicolas Duvauchelle), Rachel acaba ficando encantada e organiza um jantar com ele e sua mulher Teri (Élodie Bouchez), onde acabam se envolvendo e se relacionando numa espécie de troca de casais.
Vincent (Nicolas Duvauchelle) e Rachel (Marina Foïs), marido e esposa de Teri e Franck, acabam se envolvendo em um relacionamento sexual e amoroso
Rachel e Vincent, e Franck e Teri se apaixonam uns pelos outros, sem mentiras, porém sem deixar de lado o amor que sentem pelo seu parceiro, com os quais tem filhos e vivem juntos há algum tempo. Aparentemente tudo caminha bem, mas não por muito tempo.

Antony Cordier leva o espectador a olhar de perto um interessante recorte na vida desses dois casais, que numa tentativa de se sentirem mais vivos, entram em uma difícil e perigosa situação, que os remete à certa diferenciação em relação a vida dos demais casais que conhecemos. A eficaz câmera do diretor trabalha sempre enquadrando os protagonistas em closes, que da vida ao interessantemente simples roteiro, captando cada sentimento dos personagens, e cada tensão vivida por estes, sendo sexual ou social.
Franck (Roschdy Zem), marido de Rachel, e Teri (Élodie Bouchez), esposa de Vincent

Cordier explora a relação de dois casais, de aproximadamente 30 anos, que buscam uma quebra de rotina através de novas experiências, e seu filme Para Poucos nos traz exatamente essa experiência, de sensações e de quebra de paradigma através de gestos e olhares das excelentes atuações de Marina Foïs, Roschdy Zem, Nicolas Duvauchelle e Élodie Bouchez, e de seus closes de câmera que captam esses detalhes e as sensações, as vezes sem sequer precisar do diálogo para que fique claro.

Para Poucos de Antony Cordier coloca a situação dos dois casais sempre as claras, através da narração. O filme atinge o propósito e joga no espectador uma mistura de sentimentos, e de questionamentos morais de certo e errado num emaranhado de acontecimentos motivados pelo prazer sem tabus ou censuras.
Afinal "Podemos amar duas pessoas ao mesmo tempo? Sobretudo, podemos deixar isso acontecer?" é o grande questionamento de Cordier, que deixa o público com uma ponta de dúvida sobre uma questão que sempre pareceu tão certa e racional.
Assista Para Poucos na 35ª Mostra de Cinema de São Paulo. Confira abaixo as salas e horários onde o filme será exibido:

Meu País está nos cinemas, saiba onde assistir ao filme

O filme Meu País conta a história de Marcos,um brasileiro que há muito tempo deixou o país para viver na Itália. Ele é um empresário bem-sucedido e casado com Giulia. Ao receber um telefonema de seu irmão Tiago, dizendo que o seu pai havia falecido, Marcos se vê obrigado a voltar para o Brasil e encarar a vida que deixou para trás quando se mudou para Roma.

O que parecia ser uma viagem curta, acaba se prolongando ao descobrir a existência de Manuela, uma meia-irmã que vive numa clínica psiquiátrica, portadora de uma deficiência intelectual. Apesar disto, a condição de Manuela não requer cuidados de médicos e especialistas, e sim de afeto e estrutura familiar, que só poderão ser construídos através da relação com Marcos e Tiago.

Tiago, diante de problemas com a administração da empresa e dívidas decorrentes de seu vício em jogo, não aceita a chegada de Manuela, e Marcos diante de tal impasse vai ter de tomar uma difícil, porém inevitável decisão.

Rodrigo Santoro, Cauã Reymond, Débora Falabella, Paulo José e Anita Caprioli formam o elenco principal da produção que chega hoje aos cinemas. A direção é de André Ristum, com produção da Gullane e distribuição da Imovision.
O filme Meu País está nos cinemas e você poderá assisti-lo nas seguintes salas:

São Paulo
Cine Lumière
Unibanco Pompéia
Reserva Cultural
Cinemark Iguatemi
Cinemark Aricanduva
Cinemark Higienópolis
Cinemark Vila Lobos
Cinemark Guarulhos
Cine Lupo Araraquara

Campinas
Cinemark Iguatemi
Cine Galeria

Rio de Janeiro
Estação Laura Alvim
Unibanco Arteplex


Ribeirão Preto
UCI Ribeirão
Cinemark Novo Shopping

Porto Alegre
Cinemateca Paulo Amorim
Movie Arte Bento Gonçalves
Movie Arte Santa Maria

Brasília
Cinemark Pier 21
Cinemark Iguatemi

Curitiba
Cine Batel

Belo Horizonte
Cinemark Diamond

Salvador 
Cinema do Museu


Assista ao trailer de Meu País.


21 de out de 2011

Saiba onde assistir aos filmes da Imovision

Referente  a  semana  de  14/10 a 20/10  

Incêndios
Cinemark Novo Shopping Ribeirão Petro
Estação Sesc Laura Alvim, no Rio de Janeiro

Turnê
Cinemark Colinas


Cópia Fiel
Cinemateca Paulo Amorim, em Porto Alegre
Cinemark Rio Mar, Aracajú

Homens e Deuses
Cine Gacemis, em Volta Redonda

Vicere
Cinemark Colinas

Cinemas Topazio, em Campinas
Espaço Miramar, em Santos
Uziminas Belas Artes, em Belo Horizonte
Cine Majestic, em Goiânia

Cinema do Museu, em Salvador
Cinemark SP Market, em São Paulo
Cinemateca Paulo Amorim, em Porto Alegre
Cine Dunas, em Porto Alegre (até dia 02/10)
Uziminas Belas Artes, em Belo Horizonte
Cinemark Natal

Vejo Você no Próximo Verão
Espaço Beira Mar, Florianópolis

Mamute
Cinemateca Paulo Amorim, Porto Alegre
Cine Con Tour, Recife

Esses Amores
Estação Laura Alvim, no Rio de Janeiro
Cine Arte Posto 4, Santos
Cinema do Museu, em Salvador
Unibanco Arteplex, Curitiba

Medianeras
Reserva Cultural, em São Paulo
Cine Lumière, em São Paulo
Estação Laura Alvim, Rio de Janeiro
Cine Santa Tereza, no Rio de Janeiro
Cine Jóia, no Rio de Janeiro
GNC Moinhos, em Porto Alegre
Cine Sesi, em Maceió
Cinema da UFBA, em Salvador

Borboletas Negras 
Cine Segal, em São Paulo
Estação Botafogo,  no Rio de Janeiro
Estação Laura Alvim, no Rio de Janeiro
Unibanco Arteplex, em Porto Alegre
Cine Guion, em Porto Alegre (pré-estreia dia 15/10)

Meu País
São Paulo
Cine Lumière
Unibanco Pompéia
Reserva Cultural
Cinemark Iguatemi
Cinemark Aricanduva
Cinemark Higienópolis
Cinemark Vila Lobos
Cinemark Guarulhos
Cine Lupo Araraquara

Campinas
Cinemark Iguatemi
Cine Galeria

Rio de Janeiro
Estação Laura Alvim
Unibanco Arteplex


Ribeirão Preto
UCI Ribeirão
Cinemark Novo Shopping

Porto Alegre
Cinemateca Paulo Amorim
Movie Arte Bento Gonçalves
Movie Arte Santa Maria

Brasília
Cinemark Pier 21
Cinemark Iguatemi

Curitiba
Cine Batel

Belo Horizonte
Cinemark Diamond

Salvador 
Cinema do Museu


A Missão Do Gerente De Recursos Humanos
Cine Vivo, em Salvador

Violência e Paixão
Cine Club Búzios, Rio de Janeiro

A Criança da Meia-Noite
São Paulo
Reserva Cultural
Cine Topazia
Espaço Unibanco Augusta

Em Casa Para o Natal 
São Paulo 
Reserva Cultural (Pré-estreia dia 22/11)

"Semana de Filmes Franceses" terá debate com Jean Thomas Bernardini sobre distribuição cinematográfica

O Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso promove, entre os dias 18 e 22 de outubro, a Semana de Filmes Franceses, com exibição gratuita de longas contemporâneos da França, como “Bem-vindo” (dia 21, às 19h30), de Philippe Lioret, e “Entre os Muros da Escola” (dia 22, às 19h30), de Laurent Cantet, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes 2008.

No dia 21, às 18h30, haverá um debate sobre distribuição cinematográfica, com participação de Jean Thomas Bernardini, proprietário da distribuidora Imovision e do cinema Reserva Cultural, e mediação de Eder Mazini, diretor do Escritório de Cinema - São Paulo City Film Commission (ECINE).
Entre os filmes selecionados, estão o documentário “O Planeta Branco” (dia 18, às 18h), de Thierry Piantanida e Thierry Ragobert; e os filmes “Stella” (dia 18, às 20h), de Sylvie Verheyde, e “Um Novo Caminho” (dia 20, às 20h), de Philippe Godeau.

Para o público infantil, serão exibidos a animação “Kirikou e a Feiticeira” (dia 21, às 17h), de Michel Ocelot, baseada em uma lenda da África Ocidental, e “O pequeno Nicolau” (dia 19, às 20h), de Laurent Tirard, filme inspirado na obra homônima de Jean-Jacques Sempé e René Goscinny, que narra os medos infantis advindos da escuta de conversas entre adultos, deturpadas pela mente fértil das crianças.
Hoje às 16h30 acontece um debate com Jean Thomas Bernardini sobre Distribuição Cinematográfica.
As projeções têm suporte em DVD. Os ingressos são gratuitos e, para participar, é preciso retirar ingresso com uma hora de antecedência na recepção do CCJ.

Serviço: Semana de Filmes Franceses. Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso. Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641, Vila Nova Cachoeirinha. Zona Norte. Tel. 3984-2466. Próximo do Terminal de Ônibus Cachoeirinha. De 18 a 22 de outubro. Grátis.

Confira a programação completa:

20 de out de 2011

Hollywood a favor da libertação de Jafar Panahi e "Isto Não é Um Filme"

Organizações de Hollywood que representam roteiristas, diretores, atores e a equipe responsável pela entrega do Oscar, emitiram um comunicado expressando apoio aos cineastas iranianos que, como Jafar Panahi, foram condenados à prisão e à não realização de seus trabalhos, ou punidos com castigos físicos (como a atriz Marzieh Vafamehr) por discordar do governo de Mahmoud Ahmadinejad do Irã.
Cartaz nacional de Isto Não é Um Filme
O comunicado referia-se às detenções em setembro de 2011 do produtor Katayoun Shahabi, dos diretores Naser Saffarian, Hadi Afarideh, Mojtaba Mirtahmasb - codiretor de Isto Não é Um Filme - e Shahnam Bazdar e do documentarista Mohsen Shahrnazdar por trabalhos que eles teriam realizado para a BBC.
Atriz Pegah Ferydoni segura foto do diretor iraniano Jafar Panahi na cerimônia de Cannes deste ano

Grande parte do apontamento feito pelo comunicado se deve a situação do diretor Jafar Panahi realizador de Isto Não é Um Filme, que está em prisão domiciliar, e da atriz Marzieh Vafamehr, que foi condenada a 90 chicotadas por autoridades iranianas.
Juliette Binoche, que ganhou o prêmio de Melhor Atriz em Cannes por Cópia Fiel, do iraniano Abbas Kiarostami se emocionou ao falar do 'caso' Jafar Panahi, que não pode comparecer ao festival.
"Nós nos unimos aos colegas em todo o mundo para pedir a segurança, a libertação e o retorno desses cineastas ao trabalho" - afirmou em comunicado a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável pela entrega do Oscar, prêmio mais importante da indústria cinematográfica.
Membros da Berlinale posam para foto em frente a cartaz do cineasta iraniano Jafar Panahi, homenageado nesta 61ª Berlinale
Entre os outros grupos que apoiaram o comunicado estavam o Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos (Directors Guild of America), o Sindicato dos Atores (Screen Actors Guild), o Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (Producers Guild of America), o Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos (Writers Guilds of America), o Sindicato dos Editores (American Cinema Editors) e a Sociedade Americana de Cinematógrafos.

"Esperamos que o governo iraniano liberte esses cineastas e reconheça que seus trabalhos criativos podem apenas fortalecer e enriquecer a sociedade iraniana" - Sindicato dos Diretores.

O polêmico filme feito por Jafar Panahi em prisão domiciliar Isto Não é Um Filme será exibido pela primeira vez o Brasil na 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Confira os horários e salas de onde será exibido Isto Não é Um Filme.

19 de out de 2011

Falta pouco: 35ª Mostra de São Paulo começa nessa sexta-feira, confira a programação

A 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo começa nessa sexta-feira, 21 de outubro, mas a abertura acontece na quinta-feira, apenas para convidados, onde será exibido o longa de Jean-Pierre e Luc Dardenne O Garoto da Bicicleta, um drama focado no relacionamento entre Cyril (Thomas Doret) um garoto de 11 anos que não se conforma com a rejeição do pai, a cabelereira Samantha (Cecile De France), e a bicicleta de Cyril, que é na verdade o elo de ligação dessa relação.

O Garoto da Bicicleta, vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes deste ano também será exibido em outras sessões:
Fora o aclamado O Garoto da Bicicleta, outros quatro filmes da Imovision estão na Mostra de São Paulo:
As Neves do Kilimanjaro, de Robert Guédiguian.

Conta a história de Michael, um homeme que apesar de ter perdido o emprego, leva uma vida feliz com Marie-Claire. Michael e Marie-Claire são apaixonados há mais de 30 anos, vivem com seus filhos e netos que lhes dão alegria e vivem cercados de amigos próximos.
Ambos se orgulham de sua luta política e seus valores morais. Mas a felicidade do casal é interrompida quando dois homens armados e mascarados os amarram e atacam violentamente, roubando o dinheiro que tinham guardado para fazer uma viagem ao monte Kilimanjaro. Michel e Marie-Claire ficam ainda mais chocados quando descobrem o autor do ataque.
As Neves do Kilimanjaro será exibido nos seguintes dias e salas:
Se Não Nós, Quem?, de Andres Veiel

August Diehlse (de Bastardos Inglórios) interpreta Bernward Vesper, filho de um escritor que apoiou ativamente Adolf Hitler e o nazismo. Apos a morte de Will Vesper (o pai), Bernward Vesper começa a reeditar seus livros, e apesar de ter um apelo pacifista, sempre foi julgado pelos outros como o filho do apoiador do nazismo.
Ao conhecer Gudrun Ensslin (Lena Lauzemis) apaixonam-se e envolvem-se romanticamente, num relacionamento turbulento, que abre espaço para Andreas Baader (Alexander Fehling), líder do Grupo Baader-Meinhof virar amante de Gudrun Ensslin.
O diretor Andres Veiel faz do casal Bernward Vesper e Gudrun Ensslin uma visão particular de um movimento de projeções globais: Entre tantos filmes falando sobre esse assunto, nenhum mostra como todo o movimento Baader-Meinhof surgiu, ou como repercurtiu, ou uma Alemanha pós guerra em relação as relações interpessoais, em relação a família, e ao retratar uma história peculiar de um casal, ao mesmo tempo acaba englobando tudo isso.
Se Não Nós, Quem? será exibido nos seguintes dias e salas:
Isto Não é Um Filme, de Jafar Panahi
O polêmico filme/ documentário feito pelo diretor iraniano Jafar Panahi enquanto encontra-se em prisão domiciliar, que chegou no Festival de Cannes em um pen drive dentro de um bolo e acarretou problemas para seu co-diretor Mojtaba Mirtahmasb, que não pôde mais sair do Irã após o filme começar a ser exibido pelo mundo.

Para Poucos, de Antony Cordier

Dois casais de classe média na casa dos 30 anos se encontram. Eles se sentem atraídos uns aos outros e começam a se envolver. A paixão dividida começa a se tornar um vicio, eles começam a se perder e lutam para escapar do caos emocional.
É possível viver novas experiências sexuais sem cometer adultério? O desejo consegue sobreviver à rotina? Pode-se ter tudo? E quando os limites do que se considera normal em famílias e relacionamentos forem quebrados, como se encontrar no meio disso?
Fausto, de Alexander Sokurov

Fausto é um pensador, um rebelde e um pioneiro, mas também um ser humano anônimo feito de carne e sangue governado por impulsos internos, cobiça e luxúria. Última parte da tetralogia de Sokurov sobre a natureza do poder, o filme é livremente inspirado pelo Fausto de Goethe. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza.
Fausto será exibido somente no encerramento da 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Visite o site oficial do evento para conferir a programação completa

18 de out de 2011

A Separação, de Asghar Farhadi será exibido hoje no Festival do Rio

A Separação, de Asghar Farhadi (Procurando Elly) vencededor do Urso de Ouro, melhor ator e atriz no Festival de Berlim deste ano, será exibido hoje no Festival Internacional do Rio.
O diretor iraniano Asghar Farhadi no Festival Internacional de Cinema de Berlim
A primeira sessão do filme aconteceu agora, às 14h30 na Estação Sesc Rio.

O filme do iraniano Asghar Farhadi acompanha a história de Simin e Nader, que estão se preparando para deixar o Irã, com a filha Termeh. Porém Nader, preocupado com seu pai, que sofre de Alzheimer, acaba desistindo da viagem.

Decepcionada, Simin entra com pedido de separação, que é negado pela vara de família. Ainda assim Simin decide ir embora para a casa dos pais, sem a filha que opta por ficar com Nader. Ele, por sua vez, é orgulhoso demais para pedir que ela não vá.
Sem conseguir lidar com todas essas mudanças, Nader contrata a jovem Razieh para cuidar de seu pai doente. Mas ela aceita o emprego sem o marido saber, pois ele jamais deixaria que ela trabalhasse numa casa em que a esposa está ausente.
Farhadi faz um retrato intenso da sociedade iraniana atual, abordando justiça, religião, arbitrariedade, separação de classes e preconceito.

Para quem perdeu a sessão das 14h30 poderá conferir A Separação hoje às 21h15 na Estação Sesc Rio, e amanhã (quarta-feira 19/10) às 15h20 e às 19h50 na Estação Vivo Gávea.

17 de out de 2011

O Garoto da Bicicleta, dos irmãos Dardenne, será exibido hoje na abertura da Mostra de SP

O Garoto da Bicicleta é um excelente exemplo de cinema sócio-realista francês. Um envolvente e bem atuado drama focado no relacionamento entre Cyril (Thomas Doret) um garoto de 11 anos que não se conforma com a rejeição do pai, a cabeleireira Samantha (Cecile De France), e a bicicleta de Cyril, que é na verdade o elo de ligação dessa relação. 
Jeremie Renier, e Thomas Doret são pai e filho em O Garoto da Bicicleta
Dirigido por Jean-Piérre e Luc Dardenne o filme é habilmente filmado e mantém um rítmo leve, natural e emocionante ao mesmo tempo, garantidas pela impecável direção dos irmãos Dardenne, mas sem tirar o crédito do brilhante desempenho de Thomas Doret - com uma atuação completamente madura - e Cecile De France.

O Garoto da Bicicleta conta a história de Cyril e sua incansável busca por sua bicicleta, presente de seu pai, que ele acredita ter sido roubada. Seu pai Guy Catoul (Jeremie Renier, de Potiche) não tem o menor interesse em vê-lo nem ouvir falar dele.
Cecile De France é Samantha, e Thomas Doret é Cyril 
Por ter de lidar com isso, Cyril tem um comportamento difícil - tem acessos de raiva que variam entre o desejo de afeto e a determinação de viver sozinho. Eventualmente conhece Samantha, que também sente falta de um propósito de vida - ela tem um namorado que poucas vezes vemos no filme, tanto quanto seu próprio salão de cabeleireiro, que tornam sua existencia um pouco apática.

Cyril oferece ela algo diferente a ela: Samantha começa vê-lo aos fins de semana e enquanto ele tem um comportamento difícil, a cabeleireira encara como um desafio e o tenta ajudar, criando um forte laço entre os dois, oscilando entre o ódio e o amor, mantendo sempre respeito e carinho um pelo outro genuinamente comovente.

O Garoto da Bicicleta foi vencedor do Grande Prêmio do Juri de Cannes desse ano, e será exibido hoje na abertura da 35ª Mostra Internacional de São Paulo, e dia 24 de outubro às 21h50 no Reserva Cultural, situado na Av. Paulista, 900.

Jafar Panahi é oficialmente condenado a seis anos de prisão e vinte sem realizar filmes

Em dezembro de 2010 foi dada a condenação por um tribunal de recursos do governo iraniano para o cineasta Jafar Panahi, por "exercer atividades contra a segurança nacional e propaganda contra o regime".
Jafar Panahi, em Isto Não é Um Filme 
No último sábado, 15 de outubro, um tribunal de apelações iraniano confirmou a condenação de Panahi a seis anos de prisão e vinte anos durante os quais estará proibido de dirigir filmes, escrever roteiros, viajar ao exterior e dar entrevistas, porém a advogada do cineasta afirmou ainda não ter sido notificada sobre a decisão.
O veredito dado ao cineasta iraniano ainda não foi aplicado, e Panahi continua "livre" até o momento, estando em prisão domiciliar desde dezembro de 2010, situação que o possibilitou realizar seu mais recente 'filme' Isto Não é Um Filme, que se passa inteiramente em sua casa, filmado e co-dirigido por Mojtaba Mirtahmasb, também condenado porém com pena reduzida de seis para um ano.
Mojtaba Mirtahmasb, co-diretor de Isto Não é Um Filme
Jafar Panahi foi um dos artistas e intelectuais iranianos que foi duramente afetado pela repressão do governo de Ahmadinejad, por "propaganda contra o regime" e por "transmitir uma imagem negativa do país", como Marzieh Vafamehr, atrz que há poucos dias foi condenada a um ano de prisão e 90 chicotadas por ter participado de um filme sobre as dificuldades enfrentadas pelos artistas iranianos.

Isto Não é Um Filme, será exibido na 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e tem data prevista de estreia nos cinemas em novembro deste ano.

14 de out de 2011

Saiba onde assistir aos filmes da Imovision

Referente  a  semana  de  14/10 a 20/10  

Incêndios
Estação Sesc Laura Alvim, no Rio de Janeiro

Turnê
Cinemark Tatuapé


Cópia Fiel
Cinemateca Paulo Amorim, em Porto Alegre

Homens e Deuses
Cine Gacemis, em Volta Redonda

Vicere
Cinemark Colinas

Cinemas Topazio, em Campinas
Espaço Miramar, em Santos
Cine Metropolis, em Vitória
Cine Majestic, em Goiânia

Cine Joia, no Rio de Janeiro

Cinema do Museu, em Salvador
Cinemark Santa Cruz, em São Paulo
Cinemateca Paulo Amorim, em Porto Alegre

Vejo Você no Próximo Verão
Cine Rosa e Silva, em Recife

Mamute
Cinemateca Paulo Amorim

Vênus Negra 
Cine XIV, em Salvador

Esses Amores
Sesc São Paulo, em São Paulo
Estação Laura Alvim, no Rio de Janeiro
Cinemateca Paulo Amorim, em Porto Alegre 
Espaço Beiramar, em Florianópolis 
Cinema do Museu, em Salvador
Espaço Unibanco Dragão do Mar, em Fortaleza

Medianeras
Reserva Cultural, em São Paulo
Estação Laura Alvim, no Rio de Janeiro
Cine Santa Tereza, no Rio de Janeiro
Cine Jóia, no Rio de Janeiro
GNC Moinhos, em Porto Alegre
Cine Sesi, em Maceió
Cine Vivo, em Salvador
Cinema da UFBA, em Salvador

Borboletas Negras 
Cine Segal, em São Paulo
Estação Botafogo,  no Rio de Janeiro
Estação Laura Alvim, no Rio de Janeiro
Unibanco Arteplex, em Porto Alegre
Cine Guion, em Porto Alegre (pré-estreia dia 15/10)

Meu País
São Paulo
Playarte Bristol
Cine Lumière
Unibanco Arteplex
Reserva Cultural
Cinépolis Alphaville
Unibanco Pompéia
Cine Espaço Granja Viana
Cinemark Cidade Jardim
Cinemark Iguatemi
Cinemark Aricanduva
Cinemark Higienópolis
Cinemark Santa Cruz
Cinemark Vila Lobos
Cinemark Guarulhos

São José do Rio Preto
Cine Eldorado

Campinas
Cinemark Iguatemi
Cine Galeria

Rio de Janeiro
Cinemark Botafogo
Estação Laura Alvim
Unibanco Arteplex
Cinemark Dowton
Cinepolis Lagoa


Santos
Cinemark Praia Mar Shopping
Espaço Unibanco Miramar

Juiz de Fora
Espaço Alameda de Cinema

Ribeirão Preto
UCI Ribeirão
Cinepólis Shopping
Cinemark Novo Shopping

Porto Alegre
Cine Guion
Unibanco Artplex
Cinemark Bourbon Ipiranga

Brasília
Cinemark Pier 21
Cinemark Iguatemi

Florianópolis
Cinemark
Espaço Beira Mar
Cine System Iguatemi

Curitiba
Unibanco Arteplex
Cine System Shopping Curitiba
Cine Batel

Belo Horizonte
Cinemark Diamond
Del Rey

Salvador 
Iguatemi UCI Oriet
Cine Vivo
Cine XIV

A Missão Do Gerente De Recursos Humanos
Cine Com Tur, em Londrina

A Criança da Meia-Noite
São Paulo
Reserva Cultural
Cine Livraria Cultura
Espaço Unibanco Augusta

Rio de Janeiro
Festival do Rio 2011

Em Casa Para o Natal 
São Paulo 
Reserva Cultural (Pré-estreia dia 15/11)

Cinema brasileiro da adeus a Leon Cakoff

Hoje é um dia de luto para o Cinema brasileiro. É com muito pesar que nós da Imovision anunciamos o falecimento do crítico e fundador do mais antigo festival de cinema do Brasil em 1977, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Leon Cakoff.
Jean Thomas Bernardini, Matheus Nachtergaele, e Leon Cakoff
Cakoff dedicou sua vida ao cinema, como crítico, programou o cinema do Museu de Arte de São Paulo (MASP), e em 1977 criou a Mostra de São Paulo que impulsionou a descoberta de novos cineastas e despertou o interesse nos que já estavam nesse ramo.

Cakoff Realizou o curta Volte sempre, Abbas, sobre a vinda de Abbas Kiarostami à Mostra de São Paulo, que foi selecionado para o Festival de Veneza, co-dirigido por sua esposa Renata de Almeida.
No ano 2000 fundou junto a Adhemar Oliveira a distribuidora Mais Filmes, e mais tarde inauguraram o Unibanco Arteplex no shopping Frei Caneca, e a partir disso a rede foi crescendo até se instalar em Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro.

Em 2004 organizou o longa Bem-vindo a São Paulo, visão de vários diretores sobre a cidade entre eles Tsai Ming-liang e Mika Kaurismaki. O filme inclui também dois curtas de Cakoff. O primeiro, Natureza-morta, dirigido com Renata de Almeida, e o segundo, Esperando Abbas, influenciado pela cinematografia de Abbas Kiarostami.
Renata de Almeida e Leon Cakoff
Em 2008, produziu e estrelou o curta Do visível ao invisível, dirigido por Manoel de Oliveira e exibido na abertura do Festival de Veneza de 2008 e em 2010, voltou a trabalhar com o cineasta Oliveira, coproduzindo o longa O estranho caso de Angélica.

Leon Cakoff foi uma grande inspiração para o cinema brasileiro, sentiremos muita saudades.