4 de jul. de 2011

Grafites no muro da casa onde viveu Gainsbourg vira animação em 3D

A casa onde viveu Serge Gainsbourg nunca foi tocada desde o dia em que seu corpo foi retirado de lá. Pertence a atriz Charlotte Gainsbourg, filha de Serge com Jane Birkin, que tomou a decisão de mantê-la intacta do jeito que seu pai deixou e que assim gostaria que permanecesse.
A casa continuou intacta, porém já não podemos dizer o mesmo dos muros que a cercam. Os muros da casa onde viveu Serge Gainsbourg é inteiro coberto de grafites feitos por admiradores, fãs, artistas e milhares de pessoas que apreciam a arte do músico, poeta, pintor e mais um pouco Serge Gainsbourg.

Os muros grafitados chamam tanta atenção que não escaparam aos olhos de Arnaud Jourdain, um designer francês adorador de Serge Gainsbourg, que desde 2005 fotografou as mudanças dos muros de sua Maison Noire.

Arnaud Jourdain pegou todas as fotos que tirou no decorrer dos anos e deu movimento a elas: Fez uma animação em 3D com a mudança dos grafites e as sobreposições. 

As mudanças dos grafites e as sobreposições foram mudando com o tempo, devido também ao fato de que para a gravação de  "Gainsbourg: O Homem Que Amava as Mulheres" os muros foram pintados de branco, e mais tarde grafitados pelo diretor Joann Sfar (que fez a mão o storyboard inteiro do filme "Gainsbourg: O Homem Que Amava as Mulheres" para garantir que fosse exatamente do jeito que queria).
Storyboard de "Gainsbourg: O Homem Que Amava as Mulheres"

A cinebiografia  "Gainsbourg: O Homem Que Amava as Mulheres" estreia esse mês nos cinemas brasileiros. Confira um trecho do filme:


Eric Elmosino como Serge Gainsbourg, Laetitia Casta como Brigitte Bardot e a incrível semelhança de ambos os personagens com os verdadeiros cantando "Bonnie & Clyde" ao piano.

A arte feita por Arnaud Jourdain é incrível, e nos mostra o quão ovacionado e querido Serge Gainsbourg foi, e o quanto influenciou e ainda influencia a vida de artistas que nem imaginamos.
Em um dos grafites, uma frase do filme Amélie Poulain parece traduzir bem o sentimento nostálgico que a morte de Serge Gainsbourg causa nos fãs:
 "Sem você as emoções de hoje são nada mais do que uma pele morta das emoções de tempos passados".

1 de jul. de 2011

Saiba onde assistir os filmes da Imovision

Referente a semana  de 01 até 07/07

O Pequeno Nicolau
Estação Sesc Botafogo, no Rio de Janeiro

Um Quarto em Roma
Cinema da UFBA, Rio de Janeiro

O Primeiro que Disse
Cinemark SP Market, em São Paulo
Cinemark Pier 12, em Brasilia

Poesia
Estação Sesc Botafogo, no Rio de Janeiro
Estação Sesc Laura Alvim, no Rio de Janeiro 
Estação Sesc Barra Point, no Rio de Janeiro 

Estação Sesc Botafogo, no Rio de Janeiro
Estação Sesc Laura Alvim, no Rio de Janeiro
Cinema da UFBA, em Salvador

Cópia Fiel
Espaço Unibanco Augusta, em São Paulo
Cine Guion, em Porto Alegre
Cinema do Museu, em Salvador
Cine Sesi, em Maceió
Usiminas Belas Artes, em Belo Horizonte
Cine Metrópoles, em Vitória

Rio Sonata
Cine XIV, em Salvador

Homens e Deuses
Reserva Cultural, em São Paulo
Cine Topazio, em Campinas
Cine Vilagio, em Sorocaba
Estação Sesc Laura Alvim, no Rio de Janeiro
Cine Batel, em Curitiba
Cine Guion, em Porto Alegre
Fundação Joaquim Nabuco, em Recife
Mag Shopping, em João Pessoa

Cine Segal, em São Paulo
Cinemateca Paulo Amorim, em Porto Alegre

Cinemark, em Salvador

Reserva Cultural, em São Paulo
Estação Sesc Botafogo, no Rio de Janeiro
GNC Moinhos, em Porto Alegre
Instituto NT de Cinema, em Porto Alegre
Cine Vivo, em Salvador
Cine Batel, em Curitiba

Reserva Cultural, em São Paulo
Espaço Unibanco, em São Paulo
Estação Sesc Botafogo, no Rio de Janeiro
Estação Sesc Barra Point, no Rio de Janeiro
Espaço Laura Alvim, no Rio de Janeiro

Reserva Cultural, em São Paulo

Instituto NT de Cinema, em Porto Alegre

Reserva Cultural, em São Paulo
Playarte Bristol, em São Paulo
Espaço Unibanco Pompéia, em São Paulo
Espaço Unibanco Augusta, em São Paulo
Kinoplex Vila Olimpia e Itaim Bibi, em São Paulo
Cine Lumière, em  São Paulo
Cinemark Iguatemi, São Paulo
Cinemark Iguatemi em Alphaville, em São Paulo
Cinemark Cidade Jardim, em São Paulo
UCI Jardim Sul, em São Paulo
Espaçi Unibanco Santos, em São Paulo
Cine Topazio, em Campinas
Espaço Almeida de Cinema, em Juiz de Fora
Unibanco Arteplex, no Rio de Janeiro
Estação Sesc Ipanema, no Rio de Janeiro
Kinoplex Fashion Mall, no Rio de Janeiro
Espaço Rio Design, no Rio de Janeiro
Roxy, no Rio de Janeiro
Estação Vivo Gávea, no Rio de Janeiro
Estação Sesc Barra Point, no Rio de Janeiro
UCI New York, no Rio de Janeiro
Cine Odeon, no Rio de Janeiro
Espaço Alameda de Cinema, em Juiz de Fora
Usiminas Belas Artes, em Belo Horizonte
Cine Paragem, em Belo Horizonte
Cine Guion, em Porto Alegre
GNC Moinhos, em Porto Alegre
Unibanco Arteplex, em Porto Alegre
Unibanco Arteplex, em Curitiba
Cine Batel, em Curitiba
Espaço Dragão do Mar, em Fortaleza
Cine Aldeota, em Fortaleza
Cine Ritz, em Vitória
Espaço Unibanco Glauber Rocha, em Salvador

Reserva Cultural, em São Paulo
Espaço Unibanco Augusta, em São Paulo
Espaço de Cinema, no Rio de Janeiro
Estação Vivo Gávea, no Rio de Janeiro

(Pré-estreia dia 02/07 em São Paulo e Rio de Janeiro)
Reserva Cultural, em São Paulo
Unibanco Arteplex, em São Paulo
Playarte Bristol, em São Paulo 
Cine Odeon, no Rio de Janeiro
Unibanco Arteplex, no Rio de Janeiro
Espaço Sesc de Cinema, no Rio de Janeiro

A Missão do Gerente de Recursos Humanos estreia hoje, leia mais sobre o filme!

Hoje o Brasil conhecerá um pouco mais do cinema israelense com a estreia do longa "A Missão do Gerente de Recursos Humanos", que estreia nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. O drama que conta a com Mark Ivanir no papel principal, apresenta um pouco da cultura de Israel sob o ponto de vista do gerente de recursos humanos da maior panificadora de Jerusalém.

Além de Mark Ivanir, The Human Resources Manager, conta com Reymond Amsalem, Gila Almagor e Noah Silver.

A produção conta a história do Gerente de RH da maior empresa panificadora de Jerusalém, que está enfrentando problemas. Ele se separou da mulher, quase não vê a filha e está preso em um trabalho que odeia. Mas tudo piora quando uma de suas funcionárias morre em um atentado terrorista, assim ele é chamado de insensível e desumano.

Ele então embarca em uma missão, começando pelas místicas ruas de Jerusalém até as terras geladas da Romênia. O Gerente acaba guiando um estranho comboio até o vilarejo da mulher morta, onde encontra seu filho rebelde, um jornalista determinado a arruiná-lo, um motorista já veterano e um caixão.
Longe de casa, ele está em busca de honrar uma mulher que ele nem conhecia mas que começa a crescer dentro dele. A partir dos acontecimentos o Gerente encontra sua própria humanidade, e a habilidade de realmente se importar com o material humano.



"A Missão do Gerente de Recursos Humanos" conta com direção de Eran Riklis e roteiro, que é baseado no romance de Abraham B. Jehoshua, foi escrito por Noah Stollman. A comédia dramática fez parte da Seleção Oficial do Festival de Toronto e hoje chega aos cinemas brasileiros.

Gainsbourg: Um São Sebastião martirizado por flashes

Para quem conhece um pouco a história do martírio de São Sebastião, entenderá o intuito de relacionar essa história que virou referência iconográfica retratada por diversos pintores, escritores, pensadores, como uma metáfora da importância da defesa da arte nos dias de hoje.
"Martírio de São Sebastião", por Gregório Lopes
São Sebastião serve como ícone de contra cultura. Resumirei sua história: foi morto pelo imperador romano, o mesmo que o designou capitão de sua guarda pessoal (nesse momento ignorando o fato de São Sebastião ser cristão). Quando o imperador percebeu sua conduta afável com os prisioneiros cristãos, subitamente o julgou como traidor e sentenciou sua morte por meio de flechadas em praça pública.

A principal questão abordada na alegoria é: São Sebastião teve a oportunidade de se fingir de não cristão , assim como diversos artistas tiveram a oportunidade de reprimir opiniões e agir de acordo com o modelo imposto, mas audaciosamente preferiram ser eles mesmos e acabaram mal interpretados e rejeitados pelo público.

 Frederico Garcia Lorca
Exemplos não faltam... Entre muitos podemos citar, no cenário da literatura, Frederico Garcia Lorca, poeta e dramaturgo espanhol, que pagou com a vida ao adotar uma postura que incitava sua posição política contra guerra civil espanhola e por explicitamente declarar-se homossexual sendo condenado à prisão por um deputado católico sob o argumento de que seria "mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver". Lorca foi executado de costas (em alusão a sua homossexualidade) sem julgamento e seu corpo foi jogado e nunca encontrado.

Acontece que esse fato desencadeou uma enorme mobilização no mundo todo, eternizando a poesia de Lorca e de milhares de outros que agiam da mesma forma. Ou seja, se não fosse por ele, outro como ele teria que tomar a mesma posição para que algumas coisas mudassem, e diferenças fossem aceitas em nossa sociedade.

No cenário musical,  Serge Gainsbourg, segue a mesma linha de artista à frente de sua época. Não é atoa que o ex-presidente francês François Mitterand o rotulou como Baudelaire da música francesa;  Serge Gainsbourg realmente elevou a música ao nível da arte. Porém para isso, a superexposição de sua excêntrica personalidade foi inevitável: Primeiramente provou, com suas próprias palavras que "Feiura é de algum modo superior à beleza porque ela dura".

Além de ter conquistado as mais belas mulheres de sua época apenas por ser  Serge Gainsbourg, podemos tomar como exemplo essas próprias mulheres, que como ícones de beleza foram sempre conhecidas (Brigitte Bardot e Jane Birkin) hoje em dia envelheceram, fator natural da vida, e vez ou outra são notícia apenas por não possuírem mais aquilo que antes as tornara famosas; enquanto Serge Gainsbourg é eternizado por tudo aquilo que produziu.
Gainsbourg produziu músicas polêmicas, instintivas. Sua atitude ao gravar “Je T'aime Moi Non Plus” pode parecer completamente normal para os dias de hoje, mas quando foi lançada causou a maior repercussão escandalizada, causando rejeição em grande parte das pessoas que ouviam aqueles sussurros aterrorizadas.

Ao gravar uma versão reggae do hino francês, ao mesmo tempo em que satirizava a seriedade com que as pessoas tratavam uma música intitulada hino, que se pararmos pra pensar nada mais é do que uma música como outra qualquer (assim como uma bandeira nada mais é do que um pedaço de pano), levou o reggae para o circuito musical francês, o que ajudou na propagação desse movimento no resto do mundo. 
Serge Gainsbourg em Kingston na gravação de seu 13º álbum Aux Armes Et Caetera: Uma mistura franco-reggae-dub que inseriu o ritmo jamaicano no circuito musical francês 
Fez também um álbum conceito otimista sobre a Alemanha nazista, que foi mal visto pelos seus fãs judeus, mas a faixa de abertura do álbum zombava dos soldados nazistas os descrevendo como drag queens dançando na “noite das facas longas”. Resultado: acarretou problemas em sua carreira tanto por parte dos judeus e quanto pelos nazistas.

 Gainsbourg queria chocar, queria que a pessoas e a sociedade não se levassem tão a sério. Bebia e fumava constantemente, tanto que na maioria (se não todas) as formas de artes visuais em que é retratado, o cigarro está sempre lá como extensão de seu corpo. Por consequência sofreu sua primeira parada cardíaca aos 45 anos, e como ótimo artista vendedor de sua imagem, chamou a imprensa toda para que tivesses fotos suas numa cama de hospital, alegando que para se curar fumaria e beberia muito mais do que já havia feito até então (o que não era pouco).
“Amanhã vou ser fotografado na cama sofrendo” diz em uma conversa com seu alter ego, que responde “O martírio de São Sebastião!” então completa Gainsbourg “Com vários flashes em vez de flechas”
Esse diálogo do filme Gainsbourg - O Homem Que Amava as Mulheres retrata bem o ponto de vista de Joann Sfar, e o que quer nos passar em sua cinebiografia, que muito mais é uma bela fábula sobre a vida   de Serge Gainsbourg. Um artista genial, que sacrificou sua vida pessoal, sua família, saúde e até seu verdadeiro nome para que o mundo conhecesse seus valores, ideais, as mudanças que careciam o mundo, e outras coisas mais que passavam em sua mente considerada por muitos perturbada. 

 Gainsbourg pode ser considerado o grande anti-herói da música moderna, o homem comum, que age de acordo com o que acha certo (ou errado), sem ligar pra o que os outros pensam. E que atire a primeira pedra quem não gostaria de viver assim.
A cinebiografia Gainsbourg - O Homem Que Amava as Mulheres estreia dia 8 de julho, próxima sexta-feira , nos cinemas brasileiros. Imperdível.

As "Meninas Potiche" invadem São Paulo

Para o lançamento do filme "Potiche: Esposa Troféu" a Imovision preparou uma ação super divertida por vários locais de São Paulo. A ação colocava várias "Meninas Potiche" em pontos de São Paulo para gerar curiosidade com o público e foi um sucesso.

Na foto ao lado, vocês podem ver quatro das meninas, ao redor do pôster do filme.

Imagine que você está andando pela movimentada avenida Paulista (ou numa livraria comprando livros, em um bar, numa lanchonete, no shopping, na praça de alimentação, entre outros locais) e várias meninas vestidas da mesma forma passam por você, sem contar que elas estão com guarda-chuvas e não está chovendo. Pois é, foi isso que aconteceu.


As meninas eram cópias de Suzane Pujol, personagem de Catherine Deneuve no longa "Potiche: Esposa Troféu", filme de François Ozon que chegou aos cinemas no dia 24 deste mês. E elas realmente eram a personagem de Deneuve, tanto que quando questionadas, respondiam "eu sou Suzane Pujol". O guarda-chuva rosa, bem chamativo, bem ao estilo do pôster do filme, eram todos feitos pela empresa Pujol.

Assista aos vídeos e veja como essa divertida ação conseguiu trazer um pouco do mundo criado por Ozon, para as ruas paulistanas. E se você quer ver mais fotos da ação, viste neste link.