10 de jan de 2012

Em Breve - Cairo 678

Uma história que poderia ser contada como outra qualquer, especialmente porque se trata de uma realidade vivida por milhões de mulheres no mundo inteiro. Cairo, o palco da trama é apenas uma cidade como outra qualquer: talvez São Paulo, Rio de Janeiro ou Nova Déli, ou talvez Londres, Milão e Nova York. 

Atualmente, as leis que protegem as mulheres contra a violência doméstica e sexual ainda são pouco vistas, de fato, como legislação em vigor. Com isto, o medo e a insegurança tomam conta da vida daquelas que sofrem em silêncio. 678, o nome de uma linha de ônibus da capital egípcia é o que une estas mulheres que, silenciosamente, ou não, gritam por seus direitos, apenas por serem... mulheres. 

O enlace desta produção mostra a história de Seba, uma garota moderna para os padrões culturais daquele país que acaba sendo violentada em um jogo de futebol. Com esta situação lamentável, ela se rebela, tornando-se ativista de seus direitos e ensinando auto-defesa à outras mulheres que se sentem violentadas. O assunto é de extrema seriedade, quando surge também Fayza, uma dona de casa que segue rigidamente as tradições nacionais, porém, não a deixa imune contra o assédio sexual que é vítima todos os dias em um ônibus quando volta para casa. O círculo se forma com Nelly, uma comediante que, após uma intensa luta, torna-se a primeira mulher no Egito a processar alguém por abuso sexual. 

De um modo único, o diretor Mohamed Diab coloca em Cairo 678 mulheres oprimidas fisicamente e psicologicamente, que convivem com atrocidades de um universo machista, apesar das diferenças entre as protagonistas, elas possuem semelhanças que, assim como muitas espectadoras, podem sentir na pele as feridas de uma sociedade que parece não evoluir.

Saiba mais sobre Cairo 678 aqui.


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