20 de set de 2011

Conturbada vida de Ingrid Jonker vira cinebiografia em "Borboletas Negras"

Borboletas Negras estreia nessa sexta-feira, 23 de setembro nos cinemas dirigido por Paula Van der Oest e estrelado por Carice Van Houten, vencedora do prêmio de melhor atriz no Festival de Tribeca 2011, conta a história real da poetisa sul-africana Ingrid Jonker, que dedicou a vida à poesia contra seu pai

Abraham Jonker responsável pela censura de todo o entretenimento na época do regime Apartheid vigente.
Muitas pessoas desconhecem a história de Jonker não só no Brasil, mas aqui principalmente devido ao fato de suas poesias não terem sido traduzidas para português.

Grande parte de quem conhece seu trabalho se deve ao primeiro presidente da África do Sul Nelson Mandela, considerado símbolo de liberdade na África, ter lido um poema de Jonker sobre uma criança que viu sendo morta por soldados em Cape Town.

"The child is not dead
The child lifts his fists against his mother
Who shouts Afrika ! shouts the breath
Of freedom and the veld
In the locations of the cordoned heart

The child lifts his fists against his father
in the march of the generations
who shouts Afrika ! shout the breath
of righteousness and blood
in the streets of his embattled pride

The child is not dead not at Langa nor at Nyanga
not at Orlando nor at Sharpeville
nor at the police station at Philippi
where he lies with a bullet through his brain

The child is the dark shadow of the soldiers
on guard with rifles Saracens and batons
the child is present at all assemblies and law-givings
the child peers through the windows of houses and into the hearts of mothers
this child who just wanted to play in the sun at Nyanga is everywhere
the child grown to a man treks through all África

The child grown into a giant journeys through the whole world
Without a pass."

O poema se chama “A criança (que foi assassinada pelos soldados de Nyanga)”, e foi apontado por Mandela como um símbolo da África livre no dia de sua posse.
Borboletas Negras estreia essa sexta nos cinemas. Para o crédito de ambas, Clarice Van Houten (Ingrid Jonker) e Paula Van der Oest (diretora de Borboletas Negras), a poeta é vista como nunca sendo completamente igual a sua genialidade, que surge mesmo com as limitações de sua mente consiente - Variety.


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