20 de mar de 2012

Robert Guédiguian e a consciência de classes em "As Neves do Kilimanjaro"

Os filmes de Robert Guédiguian são conhecidos por tratar de questões mais profundas da sociedade, como por exemplo a de consciência de classes. 
Em As Neves do Kilimanjaro Guédiguian mostra as duas classes sociais existentes, em seu ponto de vista: de um lado os funcionários do sindicato, uma classe de trabalhadores mais antigos, que já tiveram tempo de construir suas vidas e são orgulhosos de suas lutas políticas e do outro os desempregados jovens, imigrantes, criminosos, suburbanos, que não possuem absolutamente nada e não tem nem chance de contornar essa situação. 
Robert Guédiguian
O novo filme de Guédiguian representa a esquerda de uma veia popular, uma ingenuidade e uma consciência humanista do mundo. Uma crônica de solidariedade que deseja re-encantar o mundo.

As Neves do Kilimanjaro conta a seguinte história: Michel (Jean-Pierre Darroussin), diretor do sindicato, não precisaria participar do sorteio que escolheria 20 pessoas a serem demitidas, mas ficar de fora não condizia com a postura ética que sempre adotou em sua vida. Evitando o privilegio, Michel acaba sendo demitido. Como se estivesse aposentado, segue a vida tranquilamente se dedicando mais a esposa Marie-Claire (Ariane Ascaride) filhos e netos.
Esta tranqüilidade é abalada quando ele e sua esposa se tornam vítimas de um assalto brutal. Pior que agressão, é o choque ao descobrir o autor do crime: Um dos trabalhadores demitidos junto a Michel que passa por necessidades desde o desemprego. A dúvida se instaura: até onde os atos podem ser justificados? Qual o limite do certo e errado?

As Neves do Kilimanjaro é o próximo lançamento da Imovision. Estreia nos cinemas em 06 de abril.

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