14 de fev de 2012

'Cairo 678' e o papel essencial das mulheres nas mudanças do Egito

Baseado em pesquisa de verdadeiras histórias feita pelo diretor Mohamed Diab, Cairo 678 é o retrato de três mulheres de diferentes cenários sociais que se rebelaram contra o assédio sexual vivenciado por cada uma delas no Egito.
Seba é uma jovem moderna que é violentada durante um jogo de futebol. A partir de então, ela se torna ativista em prol aos direitos femininos e ensina autodefesa para mulheres. Fayza é uma dona de casa obediente aos costumes do seu país, mas não escapa de ser assediada no ônibus que pega todo dia. Nelly é uma aspirante a comediante que se torna a primeira mulher na história do Egito a processar alguém por abuso sexual.

Apesar das diferenças de classe, sociais e idade, essas três mulheres revelam traços em comum por serem vítimas da violência e da repressão de seus direitos.

O ato de violência contra essas mulheres é um sintoma dos problemas políticos, econômicos e sociais que o país enfrenta e elas omitirem o fato de serem molestadas por medo da exposição e da vergonha pelo julgamento dos homens revela a opressão sofrida por elas em uma sociedade onde até 2008 estes delitos não eram sequer julgados como crime.

Em uma sociedade como o Egito as mulheres condenam as outras muito mais do que os próprios homens, por medo das consequências que podem sofrer ao se manifestarem, tornando, assim, o ato da violência contra as mulheres uma espécie de cenário submundano, em que apenas as que vivenciam podem saber.

Cairo 678 fala sobre o silêncio. Fala sobre o trajeto de três mulheres que quebram este silêncio e fizeram justiça com as próprias mãos. Elas ousaram dizer “basta”!

Cairo 678 será distribuído pela Imovision, e estará em breve nos cinemas brasileiros.

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