29 de ago de 2011

Borboletas Negras e a real história da poetisa sul-africana Ingrid Jonker

Borboletas Negras é o lançamento da Imovision em setembro que conta a história real de Ingrid Jonker  uma poetisa sul-africana símbolo de heroísmo na África do Sul devido à ter dedicado seu pouco tempo de vida (19 de setembro de 1933 – 19 de julho de 1965) escrevendo e lutando em prol aos direitos humanos dos sul africanos.
Em 1948 com a implantação do regime de segregação racial Apartheid onde grande maioria dos habitantes negros foi restringida de seus direitos por um governo formado pela minoria branca, Abraham Jonker (pai de Ingrid) era presidente do comitê responsável de censurar toda parte de entretenimento publicada na época, tais como livros, músicas e tudo que envolvesse entretenimento, inclusive os poemas de sua filha Ingrid que adotava uma postura completamente oposta da de seu pai.
De seu primeiro casamento teve uma filha, e mais tarde se envolveu com Jack Cope um escritor mais velho, com os mesmos ideais de Ingrid. Dessa relação Ingrid engravidou novamente e fez um aborto (proibido na África do Sul). Decorrente do aborto, dos problemas causados devido a sua relação com seu pai e toda conturbação em sua vida, Ingrid Jonker acabou no mesmo hospital psiquiátrico que morreu sua mãe, alguns anos antes.
Após ser retirada do hospital, Jack Cope em um gesto de compaixão à Ingrid, juntou todos seus poemas e os publicou, o que chocou aqueles que defendiam o regime e principalmente seu pai.

Alguns anos antes, depois de presenciar um ato de violência contra as crianças sul-africanas em Cape Town, Ingrid escreveu o poema “The Dead Child of Nyanga”, que mais tarde foi lido por Nelson Mandela em seu discurso de inauguração do primeiro parlamento democrata da África do Sul em 1994, quando se tornou o primeiro presidente do país.

Borboletas Negras estreia em 16 de setembro nos cinemas, confira o trailer

Um comentário:

Lena Gomes disse...

maravilhoso filme.