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20 de dez. de 2011

Em Breve - O Gato do Rabino

A colorida HQ de Joann Sfar, O Gato do Rabino se transformou em animação. Voltado para todas as idades, a história reune a cultura do norte africano, mais especificamente da Argélia ao início do século XX, em lindas paisagens e muito humor, além de um gato peculiar, que, ao engolir um papagaio, adquire o poder da fala. Em forma de homenagem, Joann Sfar colocar em cena a cultura judaica e a expressão artística dos pintores argelinos da época, tornando a experiência proposta por Sfar única no gênero. 
O humor refinado e inteligente que caracteriza o protagonista, um gato falante que questiona sobre a sua função como gato, filosofa sobre seu papel em casa e também o tempo todo sobre sua condição de judeu; deveria ele ter um Bar Mitzvah e ler a Torá? Deveria seguir os preceitos morais respeitados pelos judeus? Em uma divertida aventura, as respostas vão chegando, aos poucos. Os espectadores ficam emocionado com a riqueza de detalhes em um estilo único, pelas formas e cores peculiares, como apenas Joann Sfar é apto a criar.
Joann Sfar é um artista magnífico; um destaque dentro desta nova geração de quadrinhos contemporâneos franceses. Vale lembrar que o filme Gainsbourg - O Homem que Amava as Mulheres, que será distribuido em breve em DVD pela Imovision, foi dirigido também por Sfar, o qual, em brilhante técnica, compôs a mão livre um storyboard quadro-a-quadro para a direção de Gainsbourg. 
O Gato do Rabino, de Joann Sfar estará em breve nos cinemas, com distribuição da Imovision.

1 de set. de 2011

Sean Lennon em tributo à Serge Gainsbourg, e a influência do ícone francês na música de novas gerações


No dia 28 de agosto, último domingo, aproximadamente 10 mil pessoas foram ao anfiteatro em Hollywood, região de Los Angeles, prestigiar o cantor francês Serge Gainsbourg em um tributo feito à ele no Hollywood Bowl.
Diversos artistas compareceram e prestaram essa belíssima homenagem ao ícone da música francesa Serge Gainsbourg  e a tudo que ele representa para a história da música mundial.

Entre os artistas estiveram presentes Beck, admirador de Serge e produtor dos últimos trabalhos de Charlotte Gainsbourg, filha do cantor; o ator Joseph Gordon-Levitt (A Origem/ 500 Dias Com Ela); Jean Claude Vannier, que trabalho com Serge por muito tempo, produzia muitas vezes os arranjos de seus discos; Mike Patton da banda Faith No More; Sean Lennon, filho de John; entre outros.
Beck e Joseph Gordon-Levitt no palco do Hollywood Bowl
Sean Lennon fez uma apresentação incrível ao trazer de volta a vida uma dos maiores sucessos do cantor "Bonnie & Clyde", gravada originalmente por Serge e Brigitte Bardot, e se mostrou um grande fã do ícone da música francesa.
Nessa última quinta-feira, 31/08, em uma entrevista à rádio americana WNYC Sean Lennon, juntamente a Sylvie Simmons, resposável pela única biografia traduzida em português de Serge Gainsboug, "Um Punhado de Gitanes", revelou-se total admirador do trabalho do ícone francês:

"Sou fã de Serge Gainsbourg desde jovem, quando comecei a me interessar por música e pesquisar sobre ela. Pesquisei muito sobre música: brasileira, bossa nova, Tom Jobim, e Serge Gainsboug é autoridade na história música européia, e na história da música do mundo no geral. Sou muito fã de pessoas que dedicaram bastante tempo arquitetando as palavras e os arranjos e os acordes, e ele faz isso"

A entrevista de 30 minutos com Sean Lennon, está em áudio em inglês. Para quem entender é belíssimo ouvir o filho de um dos maiores ícones mundiais da música já existentes falando sobre seus ídolos e influências, principalmente quando se trata de Serge Gainsbourg, infelizmente pouco conhecido no Brasil.

Serge Gainsbourg influenciou póstumamente toda uma geração. Podemos encontrar seus arranjos ou talvez uma leve referência a sua obra em diversos artistas não necessariamente realizadores do Rock 'n' Roll, mas de todos os estilos, como por exemplo:

Não tem como dizer que Sensitized não tem influência de Serge Gainsbourg. Os arranjos são parecidíssimos com os "Bonnie and Clyde", e a letra fala sobre ser "energizada pelo prazer e pela dor" e "implorando por mais", que é o tipo de luxo que o cantor icônico era conhecido por ser adepto.

Influência do glamour da música "Orang Outan", interpretada por Jane Birkin.
"The Journey" usa do mesmo recurso que usava Gainsbourg em relação ao eco no baixo, e coloca em sua música uma pitada de brincadeira adicionado ao sex appeal também presente nas músicas Gainsbourg.

Estranhos trompetes como uma chanson de Gainsbourg "Les Oubliettes", mistura de um jazz caprichado, mais glamuroso. De La Soul fez uma homenagem clara a Gainsbourg, pena que morreu sem ter visto a releitura de sua chanson, 2 meses antes da música ter sido lançada.

Usaram como base de suas rimas o "gulping", termo usado para denominar o ato de engolir, inspirado no álbum conceito Histoire de Melody Nelson de Serge Gainsbourg, utilizado como exemplo para vários artistas de diferentes décadas.

De certa forma, toda a carreira de Beck é uma espécie de homenagem a Gainsbourg, mas no seu álbum Sea Change ele toma o artista literalmente como inspiração.
Canção dramática, baixo sensualizado, orquestras ornamentadas em todo álbum. Mais tarde Beck passou a produzir os discos de Charlotte, filha de Serge.

Você pode conferir mais sobre o cantor na cinebiografia Gainsbourg - O Homem Que Amava as Mulheres, de Joann Sfar, em cartaz nos cinemas.

8 de jul. de 2011

Estreia hoje a cinebiografia "Gainsbourg: O Homem Que Amava as Mulheres" nos cinemas!

Hoje estreia a aguardada cinebiografia Gainsbourg: O Homem Que Amava as Mulheres nos cinemas.

Gainsbourg: O Homem Que Amava as Mulheres é um conto de Joann Sfar sobre a vida do cantor, pintor, compositor, boêmio francês que revolucionou por várias décadas a música francesa e polemizou tudo relacionado a ele.

A cinebiografia retrata Serge Gainsbourg desde pequeno, nascido na França em 1928, vagando pelas ruas ocupadas pelos nazistas, até os momentos mais inspiradores de sua carreira, que foi seu relacionamento com as mais belas mulheres de sua época, como Brigite Bardot, para quem escreveu “Je t'aime... moi non plus”, a música romântica mais erótica de todos os tempos, em apenas uma noite e que mais tarde foi gravada pelo próprio Serge e sua esposa com quem foi casado por 22 anos Jane Birkin.

Serge influenciou e influencia muitos até hoje, e deixou uma legião de fãs órfãos de sua genialidade musical quando faleceu em 1991.

Joann Sfar, antes de colocar o longa em execução fez à mão livre o storyboard do filme inteiro, e confessa que desde que viu Serge Gainsbourg na TV ainda quando era criança, o ícone da música francesa virou uma obsessão para o diretor, que é considerado um dos mais brilhantes e talentosos artistas da nova geração dos quadrinhos contemporâneos franceses.

Engana-se quem for assistir ao filme como um documentário simplista sobre a vida do cantor, pois ao final do filme, nos créditos, uma frase do próprio Sfar resume sua intenção ao fazer Gainsbourg: O Homem Que Amava as Mulheres : “Gosto de suas verdades, mas prefiro suas mentiras” (talvez não exatamente com essas palavras e, é claro, em francês). 
“Serge Gainsbourg criou um personagem para ele mesmo. Eu não quero sair por aí me aprofundando em sua vida pessoal para descobrir quem ele realmente era. Eu não poderia me importar menos com a verdade. Eu amo Gainsbourg demais pra traze-lo de volta para as esferas da realidade. Eu queria que esse filme tivesse tanta energia quanto Sergio Leone e tanta elegância quanto Fred Astaire. Eu quero fazer um filme cult, não um filme com considerações jornalísticas de sua vida. Eu conto histórias através de imagens então  meu filme será bastante visual.” Joann Sfar


E realmente foi. A cinebiografia de Gainsbourg é uma obra prima do cinema-arte francês.
Gainsbourg: O Homem Que Amava as Mulheres estreia hoje nos cinemas brasileiros.Veja o trailer, e corra para o cinema.

15 de jun. de 2011

O Gato do Rabino vence Festival de Annecy

A animação francesa O Gato do Rabino (Le chat du rabbin), adaptação da premiada história em quadrinhos de Joann Sfarr, foi a grande vencedora do Festival de Annecy, o mais importante dedicado ao gênero, que terminou no sábado (11 de junho).

Dirigido por Antoine Delesvaux e pelo próprio Joann Sfarr, o filme será lançado no Brasil no dia 21 de outubro deste ano.

O autor, Joann Sfar, além de ajudar na produção do filme, ao lado de Atoine Deslesvaux (diretor), trabalhou no roteiro da adaptação, junto com a roteirista andrina Jardel. O Gato do Rabino conta com Karina Testa, Hafsia Herzi, Daniel Cohen e Fraçois Morel no elenco principal (vozes).
Na trama, ambientada em Argel entre 1920 e 1930, o rabino Sfar parecia com problemas suficientes com sua filha adolescente e seu gato que começou a falar quando engoliu um papagaio e quer se converter ao judaísmo. Mas quando chega um pacote da Rússia, as coisas complicam. Não demora e o rabino parte em uma aventura pela África - acompanhado de um bilionário russo, um xeque árabe e o tal gato falante - para tentar descobrir uma mítica cidade escondida.

A série em quadrinhos O Gato do Rabino já vendeu mais de 200 mil exemplares na França. Recebeu o Prêmio do Júri do prestigioso Festival Internacional de HQ de Angoulême e o Prêmio Eisner, em 2006, o "Oscar" dos quadrinhos americanos.