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11 de jan. de 2012

Em Cartaz - Minhas Tardes com Margueritte



Se você ainda não viu esta fabulosa história, corra, já que Minhas Tardes com Margueritte se trata de um daqueles improváveis encontros que, aos poucos, mudam a vida de seus envolvidos. Aqui, Germain (Gérard Depardieu) tem a sua vida mudada completamente, quando conhece Margueritte (Gisele Casadesus), uma senhora apaixonada por livros.

Para que ocorra esta mudança, é necessário mostrar ao mundo que Germain é um cinquentão semi-analfabeto. Por acaso, como em uma sala de cinema ou uma cadeira em um restaurante, ele se sentam lado a lado em um parque. Ao recitar em voz alta os belos versos dos livros encantadores que lê, Margueritte desperta em Germain um desejo de conhecer a magia dos livros os quais nunca teve oportunidade de ler. O destino mostra suas garras, fazendo com que, aos poucos, Margueritte, pela idade avançada, perca a visão. Nesta nova missão, Germain, com todo o respeito e afeto desta relação, se propõe a aprender a ler, mostrando como poderá ser útil quando sua mentora não puder mais realizar a tarefa de recitar.

Em resumo, Minhas Tardes com Margueritte conta uma história de afeto, de esperança, aprendizado e amor, uma verdadeira vitória!

Veja o trailer de Minhas Tardes com Margueritte, em cartaz nos cinemas:


1 de ago. de 2011

Mamute e Gérard Depardieu três vezes

É Gérard Depardieu três vezes. Primeiro a Imovision lançou o filme Minhas Tardes com Margueritte, onde o ator contracenava ao lado de Gisele Casadesus, interpretando Germain. Logo depois trouxemos ao Brasil a comédia deliciosa Potiche: Esposa Troféu, na qual o ator estava ao lado da diva Catherine Deneuve. E agora ele aparece em Mamute, interpretando o "gigante" Serge, um ex-operário de um matadouro que, no auge dos seus sessenta anos, precisa reunir documentos de seus antigos empregadores para poder se aposentar.

É o terceiro filme deste grande ator que a Imovision distribuirá este ano. Mamute chega aos cinemas nessa sexta-feira, com a força do gigante Depardieu e da moto que dá título a produção de Benoit Delépine e Gustave Kervern.

O filme Mamute conta a história de Serge (personagem de Depardieu), é um ex-operário de um matadouro que com seus sessenta anos precisa reunir documentos de seus antigos empregadores para poder se aposentar.

Com sua antiga moto estilo anos 70, "Mamute", ele inicia uma jornada em busca de seus antigos locais de trabalho e acaba encontrando lugares que passou sua infância, velhos amigos, parentes e o fantasma de seu grande amor, que o desviam de sua jornada inicial mas ao mesmo tempo o tiram do grande tédio que permeava sua vida.

O longa, Indicado ao Urso de Ouro no 60º Festival de Cinema de Berlin, conta com Gérard Depardieu, Yolande Moreau, Isabelle Adjani e Anna Mouglalis no elenco.

Mamute chega aos cinemas no dia 05 de agosto.

20 de jul. de 2011

Mamute: "Uma doçura de gigante"

Quando olhamos para Serge (Gérard Depardieu) pela primeira vez e ao contexto em que está inserido, logo o classificamos como um brutamonte, alguém com quem não valeria a pena desperdiçar o tempo em uma conversa longa, a não ser que o assunto fosse sobre algo esdrúxulo como a conservação de peças de presunto ou o abatimento de animais, que fazia parte de sua função em seu antigo emprego.
Por volta dos sessenta anos, prestes a receber sua aposentadoria, Serge descobre que precisa reunir documentos de seus antigos empregadores para poder se aposentar.  Então, com sua antiga moto anos 70 (a Mamute) até então guardada em sua garagem, inicia uma jornada em busca de seus antigos locais de trabalho e acaba encontrando muito mais do que comprovantes e documentos: Serge redescobre lugares que passou sua infância, velhos amigos, parentes e o fantasma de seu grande amor, que sempre o assombrou desde sua morte em um acidente de moto.
Isabelle Adjani é o fantasma do amor perdido de Depardieu
Essas situações o desviam de seu objetivo inicial, mas ao mesmo tempo o tiram um pouco do grande tédio que permeava sua vida, e o ajuda a resolver algumas pendências deixadas para trás.
Ao decorrer do filme descobrimos que “Mamute” (como Serge é chamado por seus antigos patrões) é gigantesco por fora, mas doce e singelo por dentro.
Serge e sua “Mamute” percorrem todo o trajeto de volta à seu passado, que o tornou um homem bruto com aspecto apático e entediado, e com isso acaba encontrando aquilo que havia perdido no caminho, que era qualquer vestígio de ambição e perspectiva de vida.

Até metade do caminho percorrido, Serge ainda acredita que está tudo perdido, pois percebe que alguns acabam se aproveitando de seu aspecto bruto e ingênuo para tratá-lo como um mero trabalhador braçal, sem nenhum sentimento.
Após descobrir que muitos lugares que havia trabalhado não o registraram (ou seja, é tratado com indiferença mais uma vez), Serge encontra naturalidade e bondade nas mais exóticas coisas, como sua sobrinha que foge completamente do padrão de normalidade aceito por nossa sociedade, porém de uma amabilidade incrível, que acaba por ser a única que consegue compreende-lo e ajudá-lo a redescobrir o valor vida.


“Mamute” não poderia ser mais bem descrito em palavras do que com as que o jornal O Globo utilizou: Mamute é “uma doçura de gigante”.

20 de jun. de 2011

Conheça as personagens de "Potiche: Esposa Troféu" que estreia essa sexta-feira nos cinemas

Potiche: Esposa Troféu estreia essa sexta-feira, dia 24/06 nos cinemas brasileiros (em determinadas salas, o filme chega aos cinemas um dia antes, na quinta-feira). Catherine Deneuve e Gérard Depardieu, que ja se encontraram outras vezes em outros filmes como “O ultimo metrô” e “Forte Saganne”, dessa vez não formam um casal convencional em Potiche: Esposa Troféu.

Depardieu interpreta Maurice Baubin, um comunista defensor dos direitos dos trabalhadores, antigo affair de Suzanne Pujol (Catherine Deneuve) a quem ela recorre quando precisa resolver problemas com os funcionários de sua empresa coordenada por seu marido, Robert Pujol que adoece e fica impossibilitado de dirigi-la.

Esse é apenas um detalhe de toda trama, que de maneira descontraída e cheia de elementos kitschs mostra a transição do papel da mulher dona-de-casa dos anos 70 àquela que passa a ter voz dentro desse cenário conservador. Saiba mais sobre as divertidas personagens que fazem parte de Potiche: Esposa Troféu:
Suzanne Pujol
Suzanne é a personificação da mulherzinha perfeita: dona de casa e esposa exemplar, cuida muito bem do marido e dos filhos, gosta de poesia, de caminhadas ao ar livre e animaizinhos. A rainha dos eletrodomésticos!
Mas estamos no final dos anos 70, as mulheres estão exigindo seus direitos, conquistando seu espaço e Suzanne vai mostrar que ninguém melhor que ela para participar dessa revolução, com muita elegância, é claro!
Robert Pujol

Robert é totalmente o oposto do que um bom marido deveria ser.
Não há como negar: nunca está em casa, não liga muito para os filhos, nunca tem tempo para a esposa e adora “se divertir” com a secretária sempre que pode.
Com pulso firme, gostar de controlar os bens deixados pelo sogro: a empresa de guarda-chuvas e Suzanne!

Maurice Baubin


Prefeito/Deputado comunista, Maurice se dedica totalmente as causas políticas contra a burguesia. Seu mundo não poderia ser mais diferente daquele vivido por Madame Pujol.
O que poucos sabem é que as coisas nem sempre foram assim e, no passado, os dois já viveram um intenso romance. Mas será que os sentimentos de Maurice ficaram no passado?

Jöelle Pujol

Jöelle é casada e tem dois filhos, mas gosta de deixar claro, principalmente para Suzanne, que sua postura como esposa e mulher é diferente da postura da mãe. Mas apesar das idéias modernas, a filha dos Pujol não passa de uma garota mimada e superficial.
Quando todo seu discurso começa a tomar forma no comportamento da mãe, ela não vai conter os esforços pra deixar tudo como era antes...
Laurent Pujol

Rapaz jovem e delicado, Laurent é um filho amável e atencioso que vai descobrir seu gosto por artes um pouco tarde. Porém, só depois do incentivo da mãe para que ele assuma a coordenação do departamento de criação da empresa é que todos percebem seu talento natural para a função.
É um tempo de mudanças e com elas muitas surpresas e descobertas para Laurent...

Nadège

De personalidade forte e independente, Nadège caminha rumo ao sucesso empresarial. É bonita, boa profissional, atenciosa e... dorme com o patrão. A receita perfeita para uma promoção!
Mas quanto tempo uma mulher consegue aguentar uma vida assim? Será que é isso mesmo que ela quer? Motivada pelas novidades que surgem na empresa, ela resolve ir atrás daquilo que merece.

Potiche: Esposa Troféu, estreia essa sexta-feira nos cinemas brasileiros. Confira o trailer:

7 de jun. de 2011

François Ozon fala sobre como foi dirigir "Potiche: Esposa Troféu" ao lado de dois grandes ícones do cinema francês

Potiche: Esposa Troféu tem data marcada para estrear nos cinemas brasileiros: 24 de junho. Porém para aqueles que tiverem a oportunidade de ir amanhã na abertura oficial do Festival Varilux de Cinema Francês,  além de poder ver o filme em sua pré-estreia oficial no Brasil, também contará nada mais nada menos que com a presença da eterna bela da tarde Catherine Deneuve, que a Imovision traz para o Brasil para prestigiar o lançamento de seu filme. 
François Ozon é o diretor de Potiche: Esposa Troféu , e também diretor de O Refúgio lançado no Brasil pela Imovision. Na entrevista Ozon fala sobre Potiche: Esposa Troféu, sua peculiaridade ao dirigir seus filmes, sobre Deneuve e Gérard Depardieu. 
Confira a entrevista na íntegra:
Em pouco mais de seis meses, o público brasileiro está assistindo a três de seus filmes - O Refúgio, Ricky e Potiche. De onde vem essa sua disposição para fazer filmes um atrás do outro? Sei de diretores que demoram anos para desenvolver um projeto. Eu aproveito a conjunção favorável. Quero fazer um filme, os produtores se interessam, vamos lá. O sucesso tem me ajudado, embora existam fracassos que me parecem inexplicáveis. Achei que Ricky iria estourar, o público francês nem quis saber. Em Potiche, o público correspondeu, os produtores ficaram felizes, isso me dá cacife. O importante é que gosto de escrever roteiros, filmar... Os lançamentos é que, muitas vezes, cansam. Gosto menos de ficar dando entrevistas (risos). Coletivas, só em último caso. São dispersivas e superficiais.

Os filmes citados estão unidos em torno da família, mas diferem entre si. Qual é a explicação? Que eu gosto de variar! Dizem que os grandes autores se repetem, mas eu detesto me repetir. Me ocorre de fazer um filme contra o anterior. Sei que não sou um diretor impessoal. Meus filmes têm uma autoria, mas nunca me preocupo em colocar minha assinatura, acima de tudo. O que me interessa são as histórias, os personagens.
O que havia de tão atraente em Potiche? Em tom leve e divertido, este é um filme que me permite falar de tudo. Do amor, da família, dos negócios, das diferenças entre mulheres e homens. Mas o que realmente me encantou foi a mudança da personagem. Catherine (Deneuve) evolui de esposa para administradora e política. Mostrar essa transformação foi estimulante. Catherine adorou o papel. E, sim, você tem razão. A mãe de família vira a mãe da França. Um papel ideal para ela, não?
Deneuve reencontra Depardieu. São os dois grandes mitos do cinema francês. Não é intimidante? Afinal, nem precisam de direção... De onde você tirou essa ideia? Precisam até mais do que os novatos. Justamente por terem experiência e achar que sabem tudo, eles poderiam transformar as cenas num caos. O filme está na cabeça do diretor, não na dos atores. O que Catherine e Gérard me trazem é a persona deles, uma longa história que já está consolidada no inconsciente do público. E isso é precioso.

Houve algum desafio particular em Potiche? A cena da discoteca. Gérard não é bom dançarino, está enorme. Mas a cena é fundamental. Não poderia abrir mão dela. No final, botei a câmera para dançar. Eles me deram o reencontro. Ficou muito bom.

Você, como sempre, faz suas traquinagens. O final com o filho abre uma janela para a aceitação do homossexualismo... ...Shhhhhhhh (faz gesto de silêncio). Não chame muito a atenção. Certas coisas ficam melhor secretas (e ri).
Fonte: Estadão 
Confira o trailer de Potiche: Esposa Troféu:

30 de mai. de 2011

"Minhas Tardes com Margueritte" e o paradoxo do conhecimento

Esse fim de semana estreou o filme “Minhas Tardes com Margueritte”, um filme que muito mais que uma lição de vida, coloca uma discussão interessante que pode passar desapercebido aos olhos de quem assiste apenas como um passa tempo.

“Minhas Tardes com Margueritte” é sutil: Conta a história de um homem aparentemente ignorante de mais ou menos 50 anos que “aprende”, depois de mais velho, a apreciar o conhecimento e a leitura, e o significado de algumas palavras como amor, respeito, generosidade, depois que conhece uma senhora, Margueritte, nos seus 90 anos e que desperta nele algo que ele não conhecia sobre ele mesmo.

À medida que vai se interessando mais pela leitura e pelo significado das coisas, ao mesmo tempo em que sente feliz por estar adquirindo conhecimento, se depara com algo desconhecido por ele até então que é a percepção da dificuldade de alcançar a felicidade, o que acaba nos levando sempre à decepção, já que muita reflexão leva ao conhecimento de que ser inteiramente feliz é impossível, pois quanto mais sabemos sobre as coisas, sabemos o quanto falta para que as coisas sejam do jeito que elas deveriam ser. Essa reflexão aparece caracterizada claramente em um momento em que depois de ganhar um dicionário de Margueritte, Germain (Gérard Depardieu) se incomoda com o significado das palavras que procura, discorda de grande parte das definições nele escritas e devolve o presente para a senhora.

A felicidade completa só se dá aqueles que sabem aproveitar agora os frutos colhidos do seu trabalho, e os frutos no caso de Germain são literalmente frutos: são tomates. Trabalha num vilarejo onde os vende e os cultiva, conhece todos da região, e até conhecer Margueritte e a lição de vida que ela lhe passa, acredita que vive completamente feliz, sem se importar com valores como o amor da sua mãe, e a superação de seus traumas de infância, e indo um pouco mais a fundo, a relação de cuidado que tem com sua plantação de tomates igualado ao cuidado que tem com sua mãe, a qual ele aparentemente não liga muito até começar a ficar mais reflexivo.

“Minhas Tardes com Margueritte” pode tratar desse assunto de modo quase imperceptível a quem não realmente para pra pensar em pontos chaves como esse. “Minhas Tardes com Margueritte” ressalta as inquietações e contradições de ser um ser humano.



“Minhas Tardes com Margueritte” está em cartaz em São Paulo e Rio de Janeiro, confira salas e sessões aqui.

27 de mai. de 2011

Hoje é a estreia de "Minhas Tardes com Margueritte", com Gérard Depardieu

Hoje a Imovision leva aos cinemas a linda história de Minhas Tardes com Margueritte, filme protagonizado por Gérard Depardieu, que conta com direção de Jean Becker.

A produção conta a história de um daqueles improváveis encontros, mas que muda a vida de Germain (Gérard Depardieu) para sempre. Ele é um cinquentão quase analfabeto, e ela é Marguerite (Gisele Casadesus) uma senhora apaixonada por livros. Quarentas anos e muitos quilos os separam.

Um dia, por acaso, ele senta ao lado dela em um banco no parque. Ela recita em voz alta versos dando assim, a ele a chance de descobrir a magia dos livros, que nunca fizeram parte de sua vida. Mas Marguerite está perdendo a visão e pelo carinho e afeto que serão criados dessa relação, Germain irá aprender a ler, para mostrar que pode fazer, quando ela não puder mais.

Além de Gérard Depardieu e Gisele Casadesus, o elenco principal do filme ainda conta com Sophie Guillemin e Patrick Bouchitey.
Minhas Tardes com Margueritte conta uma história bonita, sobre aproximação, aprendizado e amor. E ainda funciona muito bem comos uma celebração à vida.

O filme Minhas Tardes com Margueritte entra em cartaz hoje nos cinemas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Saiba onde assistir:

São Paulo:
Reserva Cultural
Unibando Arteplex
Cine Lumière
Cine Sabesp  
Rio de Janeiro
Estação Sesc Espaço
Estação Sesc Ipanema