6 de set. de 2011

Co-realizador de Jafar Panahi em "This is not a Film" é impedido de deixar o Irã

É com profunda inquietação que comunicamos que ontem, dia 5 de setembro, Mojtaba Mirtahmasb, co-realizador juntamente com Jafar Panahi, do filme This Is Not a Film, teve seu passaporte confiscado enquanto tentava embarcar com sua mulher e seu filho em um vôo para Paris.
Jafar Panahi: Pena de 20 anos sem escrever roteiros nem dirigir filmes,  condenado a 6 anos  de prisão no Irã por discordar do Regime imposto pelo país
Ele também foi proibido de sair do território iraniano e seus pertences pessoais (computador, caderno de notas) foram igualmente apreendidos pelas autoridades do país. Somente sua esposa e seu filho obtiveram autorização para embarcar. Estamos particularmente preocupados com as conseqüências deste ato para Jafar e Mojtaba.
Mojtaba Mirtahmasb, o "câmera" que ajudou Panahi na realização de This Is Not a Film
O motivo de sua viagem era o de promover o lançamento de This Is Not a Film na França, em 28 de setembro, e posteriormente iniciar uma turnê mundial para apresentar o filme em festivais internacionais de prestigio (Toronto International Film Festival, New York Film Festival, London Film Festival etc).

A Imovision gostaria de comunicar a todos, imprensa e público, esse fato e de manifestar nossa inquietação perante a alarmante situação dos cineastas Jafar e Mojtaba.

Imovision Filmes

44º Festival de Brasília tem "Meu País", de André Ristum, na seleção oficial da Mostra Competitiva

A 44ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro acontece do dia 26 de setembro a 3 de outubro e terá mostras competitivas em quatro regioes do Distrito Federal (Sobradinho, Taguatinga, Ceilândia e mostra tradicional no Cine Brasília, no Plano Piloto).
O festival conta não só com mostras de filmes como com seminários, oficinas, Mostra Brasília e mostras paralelas não competitivas.

Na Mostra Oficial do Festival estão concorrendo 6 longas metragens e 24 curtas, sendo eles 12 de animação que disputam R$ 425 mil em prêmios, e também R$ 150 mil para produções locais.

O Festival de Brasília em Números
Serão exibidos 624 filmes:
110 longas metragens, sendo 56 desses nunca antes exibidos
415 curtas metragens
99 filmes de animação

Novidades do Festival:
Além do record de 99 filmes de animação, há a Mostra Primeiros Filmes, que exibe obras de cineastas estreantes em longa-metragem, que são:
Léo e Bia, de Oswaldo Montenegro;
Periférico 204, de Paulo Z;
Cru, de Jimi Figueiredo;
A cidade é uma só?, de Adirley Queirós .

Outra novidade é a Mosta Panorama Brasil com produções do circuito comercial brasileiro, onde serão exibidos os filmes:
Mãe e Filha, de Petrus Cariry;
Uma professora muito maluquinha, de André Alves Pinto e César Rodrigues;
Iván – de volta para o passado, de Guto Pasko;
Rock Brasília – Era de Ouro, de Vladimir Carvalho

A abertura do evento acontece no dia 26 de setembro com o aguardado filme Rock Brasília - Era de Ouro, de Vladimir Carvalho.
Veja abaixo os concorrentes da Mostra Competitiva de Longa-Metragem, que incluem Meu País, de André Ristum, com Rodrigo Santoro, Cauã Reymond e Debora Falabella que será distribuido pela Imovision e chega aos cinemas dia 7 de outubro.

Filmes selecionados para a Mostra Competitiva de filmes de Longa - Metragem:

1. As hiper mulheres, de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro , 80min, RJ/PE

2. Hoje, de Tata Amaral, 90min, SP

3. Meu país, de André Ristum , 90min, SP

4. O homem que não dormia, de Edgard Navarro, 95min, BA

5. Trabalhar cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra, 99min, SP

6. Vou rifar meu coração, de Ana Rieper , 76min, RJ

Para saber mais sobre o 44º Festival de Brasília visite o site da Secretaria da Cultura do DF.

2 de set. de 2011

Saiba onde assistir aos filmes da Imovision



Referente  a  semana  de  09 a 15 de setembro 

O Pequeno Nicolau
Cine Jóia, no Rio de Janeiro

Incêndios
Cinemark Tatuapé, em São Paulo
Estação Sesc Botafogo, no Rio de Janeiro
Estação Sesc Laura Alvim, no no Rio de Janeiro

O Primeiro Que Disse
Cinemark Center Vale, em São Paulo

Cópia Fiel
Cinemateca Paulo Amorim, em Porto Alegre

Homens e Deuses
Cinemark Colinas, em São Paulo
Cinemark, em Florianópolis
Cinemateca Santa Maria, em Porto Alegre
Espaço Unibanco Dragão, em Fortaleza
Cinema da UFBA, em Salvador
Cine Metropolis, em Vitória

Como Arrasar um Coração
Cinemark Carioca, no Rio de Janeiro

Vicere
Cinemark, em Natal

Instituto NT de Cinema, em Porto Alegre

Turnê
Cinemark Santa Cruz, em São Paulo

Reserva Cultural, em São Paulo
Cinemas Topazio, em Campinas
Estação Sesc Barra Point, no Rio de Janeiro

Cine Segal, em São Paulo
Cinemark BH Shopping, em Belo Horizonte
Cinemark Barra Sul, em Porto Alegre
Cinemark, em Salvador
Cine XIV, em Salvador

Cinemateca Paulo Amorim, em Porto Alegre
Unibanco Arteplex, em Curitiba
Fundação Joaquim Nabuco, no Recife

Vejo Você no Próximo Verão
Espaço Unibanco Miramar, em Santos
Cinema do Museu, em Salvador
Cine Vivo, em Salvador

Mamute
Cine Glória, no Rio de Janeiro
Cine Guion, em Porto Alegre
Cine XIV, em Salvador
Cine Batel, em Curitiba

Vênus Negra 
Cine XIV, em Salvador

Esses Amores
Espaço Unibanco, em Santos
Reserva Cultural, em São Paulo 
Estação Barra Point, no Rio de Janeiro   
Estação Botafogo, no Rio de Janeiro 
Espaço de Cinema, no Rio de Janeiro
Unibanco Arteplex, em Porto Alegre 
Espaço Beiramar, em Florianópolis 

Medianeras
Reserva Cultural, em São Paulo
Cine Lumière UOL, em São Paulo
Unibanco Arteplex, em São Paulo
Cine Topázio, em São Paulo
Unibanco Arteplex, no Rio de Janeiro
Estação Ipanema, no Rio de Janeiro
Unibanco Arteplex, em Porto Alegre
GNC Moinhos, em Porto Alegre
Cinema da UFBA, em Salvador
Uziminas Belas Artes, em Belo Horizonte
Espaço Unibanco Alameda, em Juiz de Fora

Borboletas Negras 
Reserva Cultural, em São Paulo (pré-estreia 10/09)

Saiba porque você não pode perder a estreia de Medianeras hoje nos cinemas

Hoje estreia nos cinemas o aguardado longa de Gustavo Taretto, vencedor de melhor longa-metragem estrangeiro, prêmio do júri popular, e melhor diretor (junto ao mexicano Sebastián Hiriart, de “A Tiro de Piedra”) do 39º Festival de Gramado, e também do Prêmio de Público da Mostra Panorama do Festival de Berlim, Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual.
Mariana (Pilar López de Ayala), e Martin (Javier Drolas) vivem na mesma cidade, na mesma quadra, em apartamentos um de frente para o outro, mas nunca conseguem se encontrar. Eles se cruzam sem saber da existência do outro. Ela sobe as escadas, ele desce as escadas; ela entra no ônibus, ele sai do ônibus. Eles frequentam a mesma videolocadora, sempre com um stand de filmes os separando. Eles sentam na mesma fileira em um cinema, mas não se veem na sala escura.

Não convenceu? Veja algumas críticas de Medianeras e saiba porque você não pode deixar de assistir: 

"O ótimo roteiro (do próprio Taretto) evita qualquer 'caminho fácil', fugindo dos clichês com elegância. Buscando uma analogia interessante entre a evolução da internet e a involução das relações humanas, a trama consegue legar alguns questionamentos importantes após o fim (o que em uma obra 'romântica' é dizer muito!)." Octavio Caruso no UOL Virgula

"Construído de forma delicada e bem-humorada, o roteiro vai aos poucos abrindo as trilhas para os dois futuros apaixonados se conhecerem. O final de uma história como essa, de uma geração que vive conectada aos computadores e desplugada dos relacionamentos humanos, tem tudo para acabar no Youtube, no Facebook ou em outros sites das redes sociais, alimentando histórias semelhantes." Luiz Vita, do Cineweb
Javier Drolas é Martin
"Taretto registra o dia a dia de duas almas gêmeas que poderiam estar usufruindo a mil seu desejo se não padecessem da miopia sentimental provocada pela alienação do mundo digital. Até deixar o mel fluir, o diretor extrai o melhor de seus atores — Pilar, como a vitrinista Mariana, e o ótimo Javier Drolas, como o webdesigner Martín — para construir personagens complexos, ambos submersos na solidão." Rodrigo Fonseca, O Globo

"O roteiro é bem escrito, com frases inteligentes (em particular observações sobre curiosidades e detalhes da cidade de Buenos Aires), o elenco eficiente e o resultado sempre bastante agradável.[...]Há também uma grande sacada ao utilizarem dramaticamente o joguinho Onde Está Wally? e um dinheiro bem utilizado ao comprarem o trechinho mais antológico do filme Manhattan, de Woody Allen, que veem na televisão. Ou seja, um filme encantador e agradável." Rubens Ewald Filho, no R7
Martin e Mariana: submersos na solidão, separados pela alienação no mundo digital

"São sensacionais os primeiros minutos de Medianeras — Buenos Aires na Era do Amor Virtual [...] Em sua arrebatadora estreia em longa-metragem, o diretor argentino Gustavo Taretto comprime o tempo para discorrer sobre como a arquitetura de Buenos Aires se reflete na vida dos portenhos. [...] trata-se de um criativo painel do mundo de hoje, movido por relações virtuais, porém com uma pontinha de esperança na sensibilidade do calor humano." Miguel Barbieri Jr. na Veja São Paulo

Medianeras é o termo utilizado para denominar a fachada sem janelas de dois prédios, um de frente para o outro. Um espaço vazio entre dois prédios, uma analogia sobre o a distância entre os seres humanos num tempo em que tudo está próximo e conectado (devido a internet) mas ao mesmo tempo cria abismos entre a relação das pessoas no mundo real, off-line. Gustavo Taretto usa Buenos Aires como plano de fundo para abordar tema atual e universal sobre a solidão humana.
Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual entra em cartaz hoje em São Paulo: Reserva Cultural, Cine Lumière UOL e Unibanco Arteplex; Rio de Janeiro: Unibanco Arteplex e Estação Ipanema; Porto Alegre: Unibanco Arteplex e GNC Moinhos; e Salvador: Cinema da UFBA.

1 de set. de 2011

Sean Lennon em tributo à Serge Gainsbourg, e a influência do ícone francês na música de novas gerações


No dia 28 de agosto, último domingo, aproximadamente 10 mil pessoas foram ao anfiteatro em Hollywood, região de Los Angeles, prestigiar o cantor francês Serge Gainsbourg em um tributo feito à ele no Hollywood Bowl.
Diversos artistas compareceram e prestaram essa belíssima homenagem ao ícone da música francesa Serge Gainsbourg  e a tudo que ele representa para a história da música mundial.

Entre os artistas estiveram presentes Beck, admirador de Serge e produtor dos últimos trabalhos de Charlotte Gainsbourg, filha do cantor; o ator Joseph Gordon-Levitt (A Origem/ 500 Dias Com Ela); Jean Claude Vannier, que trabalho com Serge por muito tempo, produzia muitas vezes os arranjos de seus discos; Mike Patton da banda Faith No More; Sean Lennon, filho de John; entre outros.
Beck e Joseph Gordon-Levitt no palco do Hollywood Bowl
Sean Lennon fez uma apresentação incrível ao trazer de volta a vida uma dos maiores sucessos do cantor "Bonnie & Clyde", gravada originalmente por Serge e Brigitte Bardot, e se mostrou um grande fã do ícone da música francesa.
Nessa última quinta-feira, 31/08, em uma entrevista à rádio americana WNYC Sean Lennon, juntamente a Sylvie Simmons, resposável pela única biografia traduzida em português de Serge Gainsboug, "Um Punhado de Gitanes", revelou-se total admirador do trabalho do ícone francês:

"Sou fã de Serge Gainsbourg desde jovem, quando comecei a me interessar por música e pesquisar sobre ela. Pesquisei muito sobre música: brasileira, bossa nova, Tom Jobim, e Serge Gainsboug é autoridade na história música européia, e na história da música do mundo no geral. Sou muito fã de pessoas que dedicaram bastante tempo arquitetando as palavras e os arranjos e os acordes, e ele faz isso"

A entrevista de 30 minutos com Sean Lennon, está em áudio em inglês. Para quem entender é belíssimo ouvir o filho de um dos maiores ícones mundiais da música já existentes falando sobre seus ídolos e influências, principalmente quando se trata de Serge Gainsbourg, infelizmente pouco conhecido no Brasil.

Serge Gainsbourg influenciou póstumamente toda uma geração. Podemos encontrar seus arranjos ou talvez uma leve referência a sua obra em diversos artistas não necessariamente realizadores do Rock 'n' Roll, mas de todos os estilos, como por exemplo:

Não tem como dizer que Sensitized não tem influência de Serge Gainsbourg. Os arranjos são parecidíssimos com os "Bonnie and Clyde", e a letra fala sobre ser "energizada pelo prazer e pela dor" e "implorando por mais", que é o tipo de luxo que o cantor icônico era conhecido por ser adepto.

Influência do glamour da música "Orang Outan", interpretada por Jane Birkin.
"The Journey" usa do mesmo recurso que usava Gainsbourg em relação ao eco no baixo, e coloca em sua música uma pitada de brincadeira adicionado ao sex appeal também presente nas músicas Gainsbourg.

Estranhos trompetes como uma chanson de Gainsbourg "Les Oubliettes", mistura de um jazz caprichado, mais glamuroso. De La Soul fez uma homenagem clara a Gainsbourg, pena que morreu sem ter visto a releitura de sua chanson, 2 meses antes da música ter sido lançada.

Usaram como base de suas rimas o "gulping", termo usado para denominar o ato de engolir, inspirado no álbum conceito Histoire de Melody Nelson de Serge Gainsbourg, utilizado como exemplo para vários artistas de diferentes décadas.

De certa forma, toda a carreira de Beck é uma espécie de homenagem a Gainsbourg, mas no seu álbum Sea Change ele toma o artista literalmente como inspiração.
Canção dramática, baixo sensualizado, orquestras ornamentadas em todo álbum. Mais tarde Beck passou a produzir os discos de Charlotte, filha de Serge.

Você pode conferir mais sobre o cantor na cinebiografia Gainsbourg - O Homem Que Amava as Mulheres, de Joann Sfar, em cartaz nos cinemas.