17 de jun. de 2011

Vênus Negra: História real sobre a Vênus Hotentote chega aos cinemas brasileiros

Finalmente a história de Vênus Hotentote chega aos cinemas do Brasil. O filme, com o título Vênus Negra, estreia hoje e narra a história da africana que sai de seu país para se tornar uma artista, mas acaba sendo exibida em jaulas, na Londes no século 19.

O filme é estrelado por Yahima Torres, que estava no Brasil para divulgar o lançamento do filme e participou do Festival Varilux de Cinema Francês, este foi seu primeiro papel como atriz.

Vênus Negra aborda o tema do preconceito com quem é diferente dos padrões da sociedade, de forma bastante chocante, ainda a história da africana chamada Saartjie é baseada em fatos reais.
O filme vem recendo ótimas críticas, tanto pela coragem em retratar a história, pelo ótimo roteiro e também pela incrível atuação de Yahima Torres.

  • "É impossível não manter os olhos fixos em Saartjie Baartan" - Omelete
  • "Fixando sua câmera em torno de sua formidável protagonista, o diretor Kechiche" - Cineweb
  • "Por isso é que quando o filme chega ao fim, o silêncio é mortal na plateia" - Moviola Digital
  • "Com “Vênus Negra”, o diretor tunisiano Abdellatif Kechiche nos apresenta o lado bestial do ser humano" - Cinema.com.br
  • "O diretor francês Abdellatif Kechiche vai até o século Xix resgatar uma história real, para nos fazer pensar sobre o que conseguimos evoluir de fato após 200 anos de transformações sociais" - IMDb
  • "Nunca se saberá tudo sobre a sul-africana Saartje Baartman (a impressionante estreante cubana Yahima Torres)" - Uol



Ao assistir Vênus Negra você conhecerá a história de Saartjie Baartman, uma mulher africana que saí de seu país com esperança de se tornar artista, como havia sido prometido por seu patrão. Assim, ela parte para Europa no século XIX , e acaba sendo exibida como fera em forma feminina nos shows de horror para a alta sociedade de Londres. Era apresentada numa jaula com correntes no pescoço, como um animal selvagem mesmo. Vênus Hotentote, como era chamada por fazer parte desse grupo étnico, quando saia da jaula dançava, e era tocada pelos mais curiosos. Livre e escravizada ao mesmo tempo, a “Vênus de Hottentot” se torna um ícone dos miseráveis, destinada a ser sacrificada na busca de um fio de esperança na prosperidade.

Vênus Negra conta com direção de Abdellatif Kechiche, que também trabalhou o roteiro ao lado de Ghalia Lacroix. A atriz Yahima Torres, em seu filme de estreia, foi indicada na categoria de Melhor Revelação Feminina na 36ª edição do prêmio César.

O filme estréia hoje, nos cinemas de São Paulo e do Rio de Janeiro, breve em mais cidades.

Festival Ecce Homo: É Serge Gainsbourg por Edgard Scandurra, e começa amanhã

Amanhã o Centro de Cultura Judaíca promeve o Festival Ecce Homo, em uma homenagem ao ícone fracês Serge Gainsbourg, que nos deixou há 20 anos. O Festival Ecce Homo que apresentará vários sucessos de Gainsbourg por Edgard Scandurra, acontecerá no Centro de Cultura Judaica na Oscar Freire.

Para marcar as duas décadas do falecimento de um dos mais talentosos cantores e compositores franceses do pós-guerra, o Centro da Cultura Judaica apresenta, nos dias 18 e 19 de junho, um festival em homenagem Serge Gainsbourg.  O objetivo é dar oportunidade ao público paulistano de descobrir o vasto universo do artista, cuja vida boêmia, romances escaldantes e constantes provocações o transformaram num ícone da cultura francesa do século XX. Para realizar a curadoria deste projeto, o Centro convidou o músico Edgard Scandurra, conhecido como um dos grandes guitarristas brasileiros, que esteve a frente do IRA!, além de ser um grande admirador do trabalho e da música de Gainsbourg.
O Festival “Ecce Homo: Gainsbourg por Scandurra”, apresenta o grupo Les Provocateurs, criado pelo músico paulista, que irá receber no palco do Centro da Cultura Judaica convidados especiais para duas noites de celebração. Para a primeira apresentação, no dia 18/06, Scandurra convida o irreverente dramaturgo e escritor carioca Fausto Fawcett e a cantora BluBell. Já no dia 19/06 será a vez da rainha do pop brasileiro dos anos 60, a “ternurinha” Wanderléa, interpretar canções do compositor. O show contará ainda com a presença do cantor Thiago Phetit, premiado em 2010 pela MTV como aposta do ano

Segundo Yael Steiner, diretora geral executiva do Centro da Cultura Judaica, são 20 anos de ausência de um dos mais talentosos cantores franceses de últimos tempos. “Seu legado é inegável. Gainsbourg deixou brilhantes composições, seja em arranjos simples ou sofisticados”, lembra. Em sua música podemos notar diversas influências que vão do jazz, rock, pop, música erudita, passando pelo bolero, música africana, reggae, tango, até a bossa nova e o psicodelismo. “Para resgatar toda essa rebeldia gainsbourgiana, ninguém melhor do que o guitar heroe Edgard Scandurra”, diz Yael. O repertório abrangerá todas as fases do cantor, desde seu início com as tradicionais chansons até o pop rock eletrônico da primeira metade da década de 80 do século passado.

Antes dos shows, serão exibidos trechos de entrevistas raras de Serge Gainsbourg, dados por ele em meados dos anos de 1960, além de uma especial introdução feita pelo escritor e jornalista Xico Sá. Grande fã do cantor, Xico irá traçar o perfil boêmio e mulherengo de Gainsbourg. Dentro da agenda, ainda está previsto um pocket show com o trio SUITE, tocando em ritmo divertido e contagiante canções da era pré-gainsbourguiana, focando a atmosfera de cabaret que também influenciou a carreira de Serge. No repertório, Boris Vian, Juliette Gréco, Henri Salvador, entre outros. Tocando em festivais de música francesa e em conceituados cafés, o grupo tem se destacado na noite paulistana.

Para a produção das imagens que compõem o cartaz de divulgação do Festival, o Centro da Cultura Judaica convidou o ilustrador Andrés Sandoval, que conseguiu captar toda a atmosfera boêmia e envolvente que cerca o cantor francês. Andrés é conhecido por desenvolver estampas para diversas marcas como Neon, Ellus, L’Occitane e Melissa, e pela seção “Esquinas” da revista Piauí.quadrinho contemporâneo franco-belga. Nascido em Nice, onde fez mestrado em filosofia e cursos de pintura, escreveu e colaborou em mais de uma centena de livros para adultos e crianças. Vencedor do prêmio Goscinny, é autor de mais de 30 álbuns de quadrinhos, incluindo O Gato do Rabino, publicado pela editora Jorge Zahar, cujo filme será lançado na França este ano. Muitos de seus quadrinhos foram publicados pela l’Association, fundada em 1990 por Menu e outros artistas.

Festival Ecce Homo: Gainsbourg por Scandurra
Concepção e realizaçao: Centro da Cultura Judaica
Direção geral: Edgard Scandurra
Produção: Helena Forghieri
Vídeo, cenário e projeção de vídeo: Eduardo Beu
Tradução: Sebastian Bah

O filme "Gainsbourg - O Homem Que Amava as Mulheres" conta com roteiro e direção de Joann Sfar e é estrelado por Eric Elmosnimo, Lucy Gordon, Letitia Casta e Anna Mouglalis.

Veja a sinopse oficial:
"Serge Gainsbourg, um jovem judeu que vaga por Paris. É a história de um jovem e tímido poeta que deixa para trás suas pinturas e seu quarto para deslumbrar as platéias de clubes noturnos e tomar o mundo com seu talento nos turbulentos anos 60. É uma vida “heróica”, onde as criaturas de sua cabeça ganham corpo na tela, e sua eloquência combina com seus escandalosos casos de amor com lindas mulheres como Brigitte Bardot e Janes Birkin.Desses elementos nasce um trabalho subversivo que cresce e agita o mundo inteiro."

"Gainsbourg - O Homem Que Amava as Mulheres" estreia no dia 08 de julho deste ano.

20 anos sem Serge Gainsbourg, 20 maiores escândalos de sua vida

De escrever canções picantes para Brigitte Bardot a dizer em um programa de TV ao vivo seus desejos sexuais por Whitney Houston, Gainsbourg sempre viveu rodeado de polêmicas e críticas. 
Lembraremos nesse posts os 20 maiores escândalos que Gainsbourg já esteve envolvido, porque mesmo 20 anos depois de sua morte, ainda é motivo de debates, discussões, e merecedor da cinebiografia Gainsbourg - O Homem Que Amava as Mulheres :
Em 1965 a queridinha da França, France Gall levou para o palco da competição Eurovision a música “Poupée de Cire, Poupée de Son” de autoria de Serge Gainsbourg, que saiu vencedora da competição.
Isso somado à outra música de autoria dele que fez sucesso em 1964 (“Laisse Tomber Les Filles”), levou France Gall a confiar inteiramente em Serge Gainsbourg, confiança que foi quebrada em 1966 com o lançamento da música “Les Sucettes” (“Pirulitos”), que contava a história de uma garota que ia “ao paraiso” cada vez que o “pauzinho (do pirulito) estava em sua boca”. Obviamente o sentido era ambíguo, e quando France Gall percebeu se recusou a cantar a música e nunca mais falou nem trabalhou com Gainsbourg novamente.
Em 1967 Gainsbourg se apaixonou pela beldade francesa Brigitte Bardot, enquanto ela enfrentava um momento difícil em seu casamento.
Bardot decidiu encontrar-se com ele, e Gainsbourg ficou tão fascinado por sua beleza estonteante que achou que havia perdido todo o talento e carisma que o tornaram conhecido. Essa insegurança fez do encontro dos dois um fiasco, e achando que tinha arruinado suas chances com a loira, prometeu a ela que escreveria a mais bela canção de amor já feita.
Na manhã seguinte, Gainsbourg havia escrito duas: “Bonnie et Clyde” e sua mais conhecida música “Je T'aime ... Moi Non Plus.
Compreensivelmente, isso deixou o marido de Bardot chateado. Ao ouvir “Je T'aime... Moi Non Plus”, Bardot foi para um estúdio parisiense com  Gainsbourg para gravá-la. Durante toda a sessão de duas horas, o engenheiro de som William Flageollet alegou ter testemunhado "carícias pesadas" no estudio dos vocais, enquanto os suspiros e sussurros estavam comprometidos com fita adesiva. A canção tinha sido mixada e preparada para a rádio quando Bardot, se lembrou que era casada, e resolveu que não deixaria a música ser liberada. Notícias da gravação chegaram ao ouvido de seu marido, o empresário alemão Gunter Sachs e, depois de apelos desesperados de Bardot, Gainsbourg cedeu e a música foi arquivada até 1986, quando Bardot se separou de seu marido.
Foi assim que a conquista de seu principal relacionamento amoroso foi noticiado pela mídia, o que não é necessariamente a verdade. Atormentado, após o rompimento com Bardot, Gainsbourg ocupou-se com um papel no filme de 1969 Slogan. Em frente dele estava uma charmosa, jovem atriz Inglesa chamada Jane Birkin, que organizou um jantar com  Gainsbourg, 18 anos mais velho que ela, e se apaixonaram subitamente. Infelizmente, devido à quantidade de álcool consumida ao longo do dia, a primeira noite que passaram juntos em um quarto de hotel Gainsbourg desmaiou bêbado na cama. Continuaram juntos até 1980, e amigos inseparáveis ​​até o final da vida de Serge.
Após a versão original gravada por Bardot ser vetada, Marianne Faithfull e Valérie Lagrange (entre outrass) foram cogitadas para fazer os gemidos femininos de “Je T'aime Moi Non Plus ” mas ambas recusaram. Entretanto sua nova companheira Jane Birkin aceitou participar das gravações. Na época circulavam rumores que a dupla gravou algumas das partes da música, colocando um microfone na cama durante suas relações. Na verdade, o re-gravação foi feita nos estúdios em Paris e Londres, onde Gainsbourg alegou que a respiração pesada foi meticulosamente manipuladas por ele. Birkin sempre negou os rumores de empregar a técnica de gravação debaixo da cama ... para esta música.
"Je T'aime ... Moi Non Plus" trouxe enorme sucesso, fama, notoriedade, recorde de vendas e indignação em todo o mundo quando foi finalmente lançado em 1969. Ficou em 1º lugar em toda a Europa, e foi a primeira música britânica a ficar em 1º lugar sendo cantada em um idioma diferente do Inglês. De longe é a música de maior sucesso de Gainsbourg, e é reconhecida internacionalmente como "aquela tocada no órgão com a menina tendo um orgasmo?". O single vendeu milhões e deu o tom para o que viria em seguida do casal-escândalo.
Embora milhões de cópias de “Je T'aime ... Moi Non Plus” tenham sido vendidos em todo o mundo, a música ainda era considerada explícita demais para ser tocada na rádio. No Reino Unido, foi a primeira música a ficar em 1º lugar e ser banida pela BBC por seu conteúdo explícito. Ela também foi proibida na Espanha, Suécia, Itália e até mesmo em uma rádio francesa antes das 23h00. Alegaram também que o executivo italiano, que permitiu a liberação da canção foi excomungado pelo Vaticano, e os EUA, as vendas limitadas e Rádio levou o único pico no gráfico posição estranhamente adequado de 69 anos. No entanto, toda esta publicidade apenas fez com que as vendas aumentassem.
Isso sempre vai causar estranhamento, especialmente quando você coloca sua  namorada adolescente como uma sedutora na capa de seu album. 
Em 1971's “Histoire de Melody Nelson” foi o primeiro álbum conceitual de Gainsbourg que conta a história de um homem que bate uma jovem ruiva de sua bicicleta e se apaixona por ela. Em última análise, o álbum conta uma história trágica. Hoje em dia “Histoire de Melody Nelson” é reconhecido por muitos como o melhor álbum da carreira de  Gainsbourg, e isso se deve muito mais à sua incrível habilidade musical do que por qualquer outra referência inserida da Lolita que o inspirou. Com cordas e arranjos orquestrados pelo talentosíssimo Jean-Claude Vannier, músicos como Beck, Placebo e Portishead em diversas declarações citaram o álbum como grande influência em seus respectivos trabalhos, demonstrando mais uma vez como  Gainsbourg conseguiu superar o escândalo e continuar simbolizando o herói (anti-herói) da música moderna, intenso e imensamente talentoso.
Em 1973  Gainsbourg, relativamente jovem, sofreu seu primeiro ataque cardíaco, consequente de seus vícios incuráveis em cigarros e álcool. Após o colapso em sua casa, uma ambulância chegou para levá-lo ao hospital. Antes de sair de casa, no entanto,  Gainsbourg insistiu que pegassem seu cobertor elegantérrimo Hermès extremamente valioso, alegando que os do hospital  eram muito feios. Típica atitude de Gainsbourg, que sempre queria sair em grande estilo.
Gainsbourg começou a sumir da mídia enquanto estava se recuperando já estava internado em um hospital, onde aparentemente seria impossível de chamar atenção. Mas quando se tratava de promover escândalo nada era impossível para Gainsbourg, que acabou chamado a imprensa no hospital, durante a qual afirmou que reduziria o risco de sofrer um segundo ataque cardíaco aumentando seu consumo de álcool e cigarros. Quando teve alta do hospital foram encontrados escondidos em diversos lugares de seu quarto  frascos de comprimido recheado com pontas de cigarro, que havia fumado escondido enquanto se recuperava.
Isto foi o escândalo que incomodou as pessoas em 1976. O filme dirigido por  Gainsbourg, que leva o título do sucesso de sua música “Je T'aime...Moi Non Plus” é a história da difícil relação de um homem gay que se apaixona por uma garota andrógina (Birkin) achando que ela é um homem, e em decorrencia disso problemas sexuais e dificuldades emocionais que envolvem o casal são inevitáveis. O filme foi mal recebido na França, e mais ainda na Inglaterra, onde foi mostrado na tela apenas um - em um cinema adulto no Soho.
Paris, 1975, trinta anos após o fim da segunda guerra mundial. Gainsbourg pensou que este seria um bom momento para liberar “Rock Around the Bunker", um álbum-conceito otimista sobre a Alemanha nazista. As músicas foram criadas num intuito de renovação de seu som, um retorno ao rock, depois de alguns álbuns explorando mais sons de orquestra. A faixa de abertura “Nazi Rock” conta a história de soldados da SS vestidos como drag queens, dançando durante a “Noite das Facas Longas”. Esta canção, juntamente com outras faixas do álbum, como “Eva” e “SS no Uruguai” obviamente acarretou problemas e mais polêmica à Gainsbourg, por tratar de um assunto sério de forma sarcástica.
Esse fato incitou o ódio entre os seus conterrâneos. Gainsbourg passou uma temporada na Jamaica, onde gravou seu álbum com inspiração reggae em 197. "Aux Armes Et Caetera", tem uma de suas faixas um cover do hino nacional francês, "La Marseillaise". O álbum foi uma colaboração com lendas do reggae Sly & Robbie, que acompanhou Gainsbourg em uma turnê cheia de ameaças de bomba, cancelamentos e descontentes pára-quedistas protestando. No entanto, como sempre Gainsbourg com estilo, conseguiu reverter a polêmica à seu favor, e o álbum se tornou um dos que mais rápidos foi vendidos em sua carreira. "Aux Armes Et Caetera" vendeu mais de 600.000 cópias na França e é considerado um dos primeiros álbuns que trouxe o reggae para o meio comercial. 
Gainsbourg alegou que precisava da influência da cor preta para conter a atividade incansável de seu cérebro. Transformou a casa em que morava com Jane Birkin e suas filhas (entre elas a famosa atriz Charlotte Gainsbourg) em um museu cheio de objetos extravagantes, e belos, mas que demonstravam certo desequilíbrio emocional da parte do compositor. Segundo Birkin, o descontrole de Serge era tanto, que ele sabia se qualquer objeto fosse movido, ou mudado de lugar, e tinha que estar sempre do jeito que ele queria. Gainsbourg não conseguir tratar sua casa como um lar, e sim como um museu de inspiração é um dos motivos pelo qual Jane Birkin o deixa em 1980.     
Por um lado, isso era ilegal sim, mesmo se você é Serge Gainsbourg. 1984 viria a ser um dos seus anos mais audaciosos, ao vê-lo causar todos os tipos de ovações. Foi neste ano que Gainsbourg queimou uma nota de 500 francos ao vivo pela TV francesa em um protesto contra a tributação pesada. Apesar de um crime punível por lei, Gainsbourg queria sentir a vivacidade de uma direção diferente. Como uma reação ao comportamento extravagante de seu pai, os colegas de Charlotte Gainsbourg revidaram colocando fogo em sua  lição de casa, punindo-a pelo desrespeito de seu pai pelo dinheiro.
 Isso causou um dos maiores escândalos da carreira de Gainsbourg. Charlotte com 12 anos de idade em 1984 (como mencionado anteriormente, um dos seus anos mais grotesco), a canção gravada provocou polêmica na França, e até foi manchete na Grã-Bretanha. O título para Gainsbourg foi uma brincadeira entre as palavras “incest” (incesto) e “zest” (entusiasmo) e foi considerado bastante chocante, mas foi o vídeo da música que gerou a maior polêmica e milhares de reclamações. A jovem Charlotte foi filmada em uma camisola e calcinha deitada numa cama com o Serge sem camisa, cantando sobre "o amor que nós nunca vamos fazer juntos". O mundo ficou indignado, mas a publicidade levou a um aumento de vendas de álbuns de Serge e Charlotte  posteriormente fez uma quantia enorme de dinheiro, provando que a receita Gainsbourg para o sucesso, mais uma vez, caminhava para ser um vencedor. 
  Olhando novamente para 1984, como se inspirado nas idéias de autoridade da batalha de George Orwell, Gainsbourg, mais uma vez conseguiu a indignação da nação. Neste mesmo ano “Love On the Beat” foi lançado, o título do álbum a ser uma brincadeira com a palavra "bite", um termo coloquial francês que significa "pênis". O álbum foi cercado de polêmica por conta do emprego do trocadilho sexual, além de conter em suas faixas Lemon Incest. “Love On the Beat” tornou-se seu álbum mais provocativo.
Depois de apresentar no principal show de TV no horário nobre da França apresentado por Michel Drucker em 1986, Houston viu-se sentada ao lado do maior sedutor da França para um bate-papo pós-show. Mal sabia ela que os elogios recebidos por Gainsbourg. desembocariam numa frase um tanto quanto desrespeitosa. Gainsbourg, claramente em Inglês informou o anfitrião do programa que ele queria "foder" a cantora. Houston, sem reação corou as bochechas, e o cenário nunca foi esquecido desde então.
 Como se a histeria em torno "Lemon Incest'' não tivesse sido drama suficiente para Gainsbourg, em 1986, Serge deu um passo adiante quando escreveu e dirigiu “Charlotte Forever”, a história de uma jovem (interpretada por sua própria filha Charlotte) que vive com seu pai viúvo e alcoólatra. O filme entrelaça histórias de incesto e tendências suicidas, o que dificultou o entendimento do público francês, que achou a produção desagradável e de extremo mau-gosto. Esta reação desagradou todos os envolvidos no filme e como forma de recompensar sua filha Serge escreveu-lhe um álbum com o mesmo nome (“Charlotte Forever”) baseado em duetos. Seu público o perdoou, e Serge passou a gravar seu último disco, um álbum de rap intitulado “You're Under Arrest”.

Serge Gainsbourg foi encontrado morto depois de sofrer outro ataque cardíaco em sua casa. Sua decisão de evitar outro ataque cardíaco bebendo e fumando não funcionou muito bem, como já era previsto.
No dia em que morreu, a França inteira parou ao ouvir a notícia, e os fãs correram para sua casa para prestar homenagem à estrela do rock mais ilustre do país. François Mitterrand, o presidente na época, descreveu Gainsbourg como "Nosso Baudelaire, nosso Apollinaire ...Ele elevou a canção ao nível da arte". Apesar de deixar um legado de drama, escândalo e controvérsia, Gainsbourg é lembrado agora muito mais pela sua capacidade artística, música e carisma Serge Gainsbourg ainda é um ícone da cultura francesa e mundial, que por mais polêmica que causou, é adorado e aclamado por todos. Ele também conseguiu o que queria, levou todos a falar dele, mesmo 20 anos após sua morte. Genial.

A cinebiografia Gainsbourg - O Homem Que Amava as Mulheres estreia dia 8 de julho nos cinemas brasileiros. Veja o trailer aqui:

15 de jun. de 2011

O Gato do Rabino vence Festival de Annecy

A animação francesa O Gato do Rabino (Le chat du rabbin), adaptação da premiada história em quadrinhos de Joann Sfarr, foi a grande vencedora do Festival de Annecy, o mais importante dedicado ao gênero, que terminou no sábado (11 de junho).

Dirigido por Antoine Delesvaux e pelo próprio Joann Sfarr, o filme será lançado no Brasil no dia 21 de outubro deste ano.

O autor, Joann Sfar, além de ajudar na produção do filme, ao lado de Atoine Deslesvaux (diretor), trabalhou no roteiro da adaptação, junto com a roteirista andrina Jardel. O Gato do Rabino conta com Karina Testa, Hafsia Herzi, Daniel Cohen e Fraçois Morel no elenco principal (vozes).
Na trama, ambientada em Argel entre 1920 e 1930, o rabino Sfar parecia com problemas suficientes com sua filha adolescente e seu gato que começou a falar quando engoliu um papagaio e quer se converter ao judaísmo. Mas quando chega um pacote da Rússia, as coisas complicam. Não demora e o rabino parte em uma aventura pela África - acompanhado de um bilionário russo, um xeque árabe e o tal gato falante - para tentar descobrir uma mítica cidade escondida.

A série em quadrinhos O Gato do Rabino já vendeu mais de 200 mil exemplares na França. Recebeu o Prêmio do Júri do prestigioso Festival Internacional de HQ de Angoulême e o Prêmio Eisner, em 2006, o "Oscar" dos quadrinhos americanos.

14 de jun. de 2011

Em entrevista ao Fantástico Catherine Deneuve fala sobre "Potiche" e sua passagem pelo Brasil

Catherine Deneuve em sua visita ao Brasil, além das coletivas de imprensa também cedeu entrevista ao Fantástico nesse último domingo, dia 12/06 e falou sobre como foi sua passagem pelas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
Catherine na pré-estreia de Potiche: Esposa Troféu
Deneuve fala sobre seu papel em Potiche: Esposa Troféu, que é completamente diferente dos que costumava fazer. Sempre comparada com seu papel em “A Bela da Tarde”, Catherine diz que fazer o papel de uma mulher rica e casada que se prostitui na década de 60 não foi um desafio nem precisou de coragem, como muitos jornalistas questionam, e diz que foi na verdade uma grande honra ter sido escolhida por Luis Buñuel para o papel. Vale lembrar que Luis Buñel produziu em 1929 o revolucionário “O Cão Andaluz” junto a Salvador Dalí, o que justifica tamanha honra de Deneuve em ter sido escolhida para ser “A Bela da Tarde”.

Sempre segura em suas respostas e afirmações, Catherine se diz incomodada também pela repercussão da foto em que aparece fumando dentro da coletiva de imprensa. Disse que veio de tão longe para divulgar um filme que gosta muito, e que o que mais ficou marcado foi o fato de ter fumado em um local fechado. Ressaltou que acha isso tudo um pouco ridículo, que se soubesse que era proibido e que esse pequeno detalhe tomaria uma proporção tão grande na mídia, não teria o feito.

Aos 67 anos Catherine Deneuve, que se considera apenas uma mera mortal e não um mito como já havia dito em outras ocasiões, é uma musa inspiradora da nova geração de atrizes francesas, e de todas as mulheres no geral. Chegar a sua idade, com charme e beleza irradiantes como Catherine Deneuve não é uma tarefa fácil de ser cumprida.

Clique no vídeo e veja na íntegra a entrevista de Catherine Deneuve para o Fantástico: