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27 de set. de 2011

Débora Falabella fala sobre como foi interpretar Manuela em "Meu País"

Débora Falabella, que já interpretou a heroína romântica Lisbela, em "Lisbela e o Prisioneiro", e a grosseira Paco em "2 Perdidos em Uma Noite Suja", agora em Meu País de André Ristum, impressiona ao interpretar Manuela, uma menina que sofre de deficiência intelectual, desconhecida pelos meio-irmãos Marcos e Tiago até a morte do pai.
Manuela vive numa clínica psiquiátrica desde a morte da mãe. Após a morte de Armando, vai enxergar em Marcos, o irmão mais velho, uma chance de ter novamente um porto seguro.

"Meu país é muito mais a volta à família, às origens, do que a volta ao país propriamente dito" disse Débora ao resumir a história de Meu País que, como a própria atriz caracterizou, pelos fortes nomes do elenco (além de Débora, Cauã Reymond e Rodrigo Santoro fazem parte da trama) tinha tudo para ser um dramalhão clichê, mas não, pois tudo no filme é extremamente delicado, inclusive sua personagem, que muito mais do que alguém com deficiência, aparece como uma espécie de reatadora dos laços entre os irmãos. Meu País é uma incrível jornada de reencontros de uma família que nunca assumiu essa posição.
Para interpretar Manuela, Débora Falabella, que havia acabado de ser mãe, diz que foi um processo muito intuitivo, e que essa delicadeza inserida no filme por André Ristum deu liberdade à ela para criar a personagem, de acordo com várias instituições como a que vive no filme.

Veja a entrevista de Débora Falabella no Festival de Cinema Paulínia desse ano, onde o filme Meu País foi exibido pela primeira vez. 

Meu País estreia em 7 de outubro nos cinemas. Acompanhe nossos canais para mais informações.

9 de ago. de 2011

Rodrigo Santoro fala sobre "Meu País" em entrevista exclusiva para a Revista Cult

Meu País, o novo e primeiro longa de André Ristum, que estreia nos cinemas em setembro, foi exibido no Paulínia Festival de Cinema desse ano e ovacionado pela crítica.
 "É um filme de climas, de gestos, olhares. Um filme sobre nada que abarca tudo. A cena final é linda. [...] Não sei se, pela delicadeza, pelo tom anticlimático, ‘Meu País’ é capaz de agradar a muita gente. O que sei é que me apaixonou – gamei." disse Luiz Carlos Merten, em sua coluna no Jornal Estado de São Paulo
A história se passa parte na Itália, parte no Brasil: Marcos, interpretado por Rodrigo Santoro, há muitos anos havia deixado seu país de origem, o Brasil, para seguir sua carreira na Itália como um bem sucedido homem de negócios.
Meu País é um filme sobre uma família dilacerada. Irmãos que viveram grande parte de suas vidas separados: Marcos na Itália um executivo bem sucedido, e Tiago (Cauã Reymond) no Brasil gozando a vida as custas de seu pai, Armando (Paulo José).
Ao ser pego de surpresa pela morte de Armando, Marcos se vê obrigado a voltar para seu país de origeme reestabelecer antigos afetos com seu irmão Tiago e com a vida que decidiu não viver. Porém o que parecia ser uma viagem curta acaba se prolongando ao descobrir a existência de Manuela, uma meia-irmã que vive numa clínica psiquiátrica porque sofre de deficiência intelectual, mas sua condição não requer cuidados de médicos e especialistas, e sim de afeto e estruturas familiares, que só podem ser construídos pela relação com Marcos e Tiago para que possa se reestabelecer, o que faz Marcos se questionar sobre a que país realmente pertence.
A Revista Cult nesse mês entrevistou exclusivamente o protagonista de Meu País, Rodrigo Santoro. Confira como foi:

CULT – O que você tem a ver com o Marcos?
Rodrigo Santoro – O personagem é quase meu oposto. Eu não tenho problemas para falar de sentimentos, não tenho medo da intimidade. E ele é apavorado.

CULT – O filme não deixa claro o que causou a distância entre marcos e o pai. Como desenvolveu o personagem?
Rodrigo Santoro – Construí a história desde os primórdios, de quando ele era pequeno, de como é esse pai, a mãe. Coisas caíram na edição, ficava mais clara a dificuldade da relação com o pai – ele não demonstrava afeto aos filhos, e a mãe morreu cedo.

CULT – Como escolhe o personagem?
Rodrigo Santoro – Não tem fórmula. É como quando se apaixona por alguém. É química, alguma coisa clica. Basicamente é o roteiro e o personagem, e acho muito importante as pessoas com quem vou trabalhar. O que levo de cada filme são experiências que vivi. Se o filme vai ficar bom, dar bilheteria, está fora do meu controle e não é o mais importante.

CULT – Participar do longa de estreia de um diretor, como é o caso do André, é um risco? 
Rodrigo Santoro – Claro. Tudo tem seu risco. Mas, no caso de um diretor estreante é um risco maior. Mas uma coisa me fisgou nessa história, sou filho de italiano, foi uma mistura.

CULT – Onde vive hoje?
Rodrigo Santoro – Onde o trabalho está. Tenho casa no Rio, alugo em Los Angeles. E fico indo e voltando. Estou explorando e vivendo minha vida. Dois meses atrás estava em São Francisco, filmando um projeto para HBO. Trabalhei com David Strathairn, cara genial!

CULT – Quais são os planos para o futuro?
Rodrigo Santoro – A concretude dos meus planos é abstrata. A minha meta é o amadurecimento, evoluir como ator, trabalhar minha sensibilidade, meu corpo, minha voz. É uma influencia que tenho sofrido por estar trabalhando fora. O ator lá fora tem formação e lê o tempo todo. Aqui não temos tanto essa cultura.
Fonte: Revista Cult 

O longa tem data prevista de estreia em 16 setembro nos cinemas brasileiros e será distribuído pela Imovision. Para mais informações e novidades, sigam os perfís de Meu País no Twitter e Facebook.

15 de jul. de 2011

“Febre do Rato”, que será distribuído pela Imovision, é o grande vencedor do Paulínia Festival de Cinema

Ontem foi a premiação do Paulínia Festival de Cinema e o filme “Febre do Rato”, de Cláudio Assis, que será distribuído pela Imovision, foi o grande vencedor da noite. O filme foi premiado em 8 categorias, incluindo "Melhor Filme", "Melhor Ator" e "Melhor Atriz".
• Melhor Filme Ficção - "Febre do Rato", Cláudio Assis
• Melhor Ator - Irandhyr Santos, "Febre do Rato"
• Melhor Atriz - Nanda Costa, "Febre do Rato"
• Melhor Fotografia - Walter Carvalho, "Febre do Rato"
• Melhor Montagem - Karen Harley, "Febre do Rato"
• Melhor Direção de Arte - Renata Pinheiro, "Febre do Rato"
• Melhor Trilha Sonora - Jorde Du Peixe, "Febre do Rato"
• Melhor Longa Ficção - Claudio Assis, "Febre do Rato" (JÚRI DA CRÍTICA)
Febre do Rato, grande vencedor do Paulínia Festival de Cinema
Ao ser premiado, o diretor Cláudio Assis falou sobre a premiação e também sobre o Paulínia Festival de Cinema: “Não rodei meu filme em Paulínia, porque ele se passa todo no Recife. Mas quero muito que esse projeto permaneça, que isso aconteça. Eu aposto que isso dê certo, que essa semente não murche. Que vocês de Paulínia sejam um exemplo pro que é a cultura do cinema. Parabéns”.

Os atores Irandhyr Santos e Nanda Costa, premiados como Melhor Ator e Melhor Atriz, falaram sobre Febre do Rato e sobre o diretor Cláudio Assis.

Cláudio, fazer cinema com você é aprender a olhar o mundo de maneira honesta”, disse Irandhyr Santos no palco. Já, Nanda Costa, que interpreta Eneida no filme, citou uma frase de Clarice Lispector ao agradecer ao prêmio: “Depois do medo, vem o mundo. É isso que a gente do filme acredita”.

O filme "Febre do Rato" conta a história de Zizo (Irandhir Santos), ele é um poeta inconformado e anarquista, que banca a publicação de seu tablóide. Em seu mundo próprio, onde ajudar os necessitados é uma mistura de benefício com maldade, ele conhece Eneida (Nanda Costa). A partir de então suas convicções começam a ruir, já que se vê diante de conflitos entre os interesses da coletividade e suas próprias vontades.