Mostrando postagens com marcador Isto não é um filme. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Isto não é um filme. Mostrar todas as postagens

17 de jan. de 2012

Qual é o futuro do cinema iraniano?

Desde uma vanguarda que surgiu em um país marcado por suas constantes reviravoltas políticas e sociais, a cinematografia iraniana começou a ganhar destaque mundial em pouco tempo, consagrando-se como uma forma única de cinema, feita por diretores cuja percepção difere da sobriedade artística proveniente de Hollywood. 

Abbas Kiarostami e Juliette Binoche 
Com os constantes conflitos existentes no país, palco de inúmeras guerras, protestos, prisões e mais mortes, o cinema de Teerã e região nos pareceu profundamente ligado ao seu cotidiano, dando aos espectadores um panorama completo sobre como caminha o tão distante país. Desde o início do século XX, passando por grandes transformações, especialmente a partir da década de 80, na chamada "New Wave iraniana", que criticava de forma direta o tradicional islamismo e mostrava um país que, aos poucos tentava modernizar sua mentalidade. Com inspiração no neorrealismo italiano e na nouvelle vague francesa, além do kino-pravda russo, criado por Dziga Vertov, os diretores iniciaram um processo que culminou em um reconhecimento pleno desta luta perante a passividade do cinema oficial (como se chama hoje o cinema patrocinado pelo governo do Irã) e, especialmente, de uma épica batalha pela liberdade de expressão em um país de tradições culturais tão fechadas. O pioneiro deste cinema novo foi Abbas Kiarostami, hoje, mundialmente conhecido a partir de premiações em festivais internacionais, como a grande produção O Gosto da Cereja, vencedor da Palma de Ouro em Cannes e com seu mais novo filme, que causou comoção na crítica internacional Cópia Fiel, que conta com a atuação de Juliette Binoche

Jafar Panahi em prisão domiciliar - Maio de 2010
No contexto atual, que se pauta nos últimos anos até hoje, a presença de uma forte opressão assombra o cinema independente iraniano. Um dos casos mais polêmicos envolve o diretor Jafar Panahi, condenado a prisão domiciliar, além de vinte anos proibido de dirigir e escrever para produções cinematográficas. Em 2010, sua casa foi invadida e sua coleção apreendida. Após 88 dias preso, passando por greve de fome e uma proibição de comparecer ao Festival de Cinema de Veneza, Panahi se tornou símbolo de uma luta internacional, que incluiu inúmeros artistas, de Steven Spielberg a Michael Moore, passando pelos irmãos Dardenne e Francis Ford Coppola, que se conscientizaram perante a questão da liberdade de expressão dos artistas iranianos e hoje lutam pela liberdade do próprio Panahi, a partir do reconhecimento de uma produção quase que confidencial, Isto Não É um Filme, gravado de forma caseira, que de uma forma direta com seus espectadores, mostrava o seu cotidiano encarcerado - o estopim para a comoção, primeiramente em Cannes e que depois assumiu o porte mundial.

Asghar Farhadi recebe o Globo de Ouro ao lado do ator Peyman Moaadi (Nader)
A Separação, de Asghar Farhadi é o mais novo vencedor do Globo de Ouro na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, além dos incontáveis prêmios obtidos mundialmente. Uma história simples, que envolve um casal instruido de classe média que luta por um divórcio digno, encabeça um debate muito mais profundo sobre as circunstâncias do sistema judiciário iraniano, abrindo-se ao público inteiramente, como se Nader e Simin fossem seus próprios parentes. Um enredo intenso é o que marca A Separação, um ritmo natural e humano, com a presença de personagens muito mais realistas do que o cinema ocidental já pensou em possuir foi o que levou Asghar Farhadi ao êxtase por onde passava. Já se sabe que A Separação é um forte concorrente ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2012.

A última notícia que temos sobre a situação do cinema no Irã se relaciona ao fechamento da Casa do Cinema, uma instituição independente, que foi fechada na última semana pelo ministro da cultura do país, tendo como motivo a sua ilegitimidade como instituição. Uma instituição que existe a mais de vinte anos e mais de 5.000 membros foi declarada como inútil por motivos incertos. O que é certo é que a Casa da Cinema, além de apoiar projetos criativos, também suportava com verba o cinema independente. Suas portas fechadas, com certeza quebrará o último canal autônomo de liberdade de expressão naquele país que agora não nos parece tão distante. 

(fonte especial: RIA Novosti)

2 de jan. de 2012

Críticos brasileiros elegem filmes da Imovision como os melhores de 2011

2011 foi um ano repleto de surpresas no circuito cinematográfico. Para a Imovision, que sempre se preocupa em trazer para o Brasil o melhor do cinema estrangeiro e nacional, nada é mais gratificante do que conferir as listas de melhores filmes do ano e encontrar muitos de nossos títulos e perceber que o público e a crítica concordam com nossas escolhas.

Cópia Fiel, do iraniano Abbas Kiarostami aparece em grande maioria das listas dos melhores filmes, como na do crítico Luiz Zanin do Estado de São Paulo, composta também por O Garoto da Bicicleta, dos irmãos Dardenne e Poesia, de Lee Chang Dong.
"Mais uma afirmação forte de que não somos um, somos múltiplos, cópia e original, duplicações, maridos e ex-maridos, bandidos e mocinhos." Inácio Araújo sobre Cópia Fiel, seu filme preferido de 2011. 
O primeiro filme de Kiarostami rodado fora do Irã aparece também em primeiro lugar na lista de Inácio Araújo, colunista do UOL Entretenimento, que entre seus filmes preferidos também estão O Garoto da Bicicleta, Tetro de Francis Ford Coppola, e Isto Não é Um Filme de Jafar Panahi.

Poesia, de Lee Chang Dong; Isto Não é um Filme, de Jafar Pahani; Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami e O Garoto de Bicicleta, de Jean-Pierre e Luc Dardenne também aparecem na lista feito por Ricardo Calil, colunista do jornal Último Segundo.
"Forque era o único filme possível, o único verdadeiro" Inácio Araújo sobre Isto Não é Um Filme.
Incêndios, de Denis Villeneuve, que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2011, também está na lista divulgada pela Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro, junto a Cópia Fiel e O Garoto da Bicicleta.

Dos nacionais eleitos por Artur Xexéo, crítico e colunista do G1, Meu País de André Ristum. 
“Meu filme brasileiro do ano” Artur Xexéo. 
Os filmes da Imovision estão também na nova edição do Cinebook, site especializado em livros de cinema, que elegeu os melhores filmes de 2011 lançados no Brasil, além dos melhores exibidos no Festival do Rio 2011. Os seis primeiros filmes da lista são da Imovision:
1- Homens e Deuses, de Xavier Beauvouis
2- Incêndios, de Denis Villeneuve
3- Poesia, de Lee Changdong
4- Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami
5- O Homem ao Lado, de Mariano Cohn & Gastón Duprat
6- O Garoto da Bicicleta, de Jean-Pierre Dardenne & Luc Dardenne
Homens e Deuses é eleito o melhor filme do ano pelo Cinebook.
Em 10º lugar na lista está Feliz Que Minha Mãe Esteja Viva de Claude Miller & Nathan Miller.
Dentre os filmes eleitos que ainda não estrearam exibidos no Festival do Rio 2011, o Cinebook escolheu O Porto, de Aki Kaurismäki e A Separação, de Asghar Farhadi.

André Miranda, Daniel Schenker, Ely Azeredo, Marcelo Janot, Rodrigo Fonseca, Ruy Gardnier e Susana Schild, críticos do Segundo Caderno do O Globo elegeram os melhores de 2011: O Garoto da Bicicleta encabeça a lista, seguido por Incêndios e Cópia Fiel, que não poderia deixar de constar.
"O Garoto da Bicicleta: Aplaudido de pé como filme do ano pelos Bonequinhos." O Globo.
Matheus Souza, também do O Globo elegeu A Guerra Está Declarada como um dos 10 melhores filmes do ano. Baseado na história verídica da diretora Valérie Donzelli que também intérpreta ela mesma no longa (Juliette) e Jérémie Elkaïm (Roméo), roteirista e marido de Donzelli, A Guerra Está Declarada estreia nesta sexta-feira, 06 de janeiro nos cinemas. Uma ótima opção para assistir na primeira semana de 2012.

15 de dez. de 2011

Jornalistas brasileiros elegem Cópia Fiel como um dos melhores filmes de 2011

Dez jornalistas e críticos de cinema foram convidados pelo UOL para falarem um pouco sobre os seus filmes favoritos de 2011.

Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami, que conta com a beleza e doçura de Juliette Binoche entrou para a lista com os 10 melhores filmes, a partir da escolha de preferência em uma das famigeradas listas. O destaque dado a Cópia Fiel também ficou por conta da brilhante atuação do cantor lírico britânico, novato nas telas, Willian Shimell. A trama nos conta a história de James Miller (Shimell), um filósofo que vai à Toscana apresentar um trabalho sobre o valor da cópia no meio artístico. O tema nos parece muito simples, até a chegada de James e o encontro com Elle (Binoche), uma francesa, dona de uma antiga galeria de arte e mãe de um pré-adolescente. Ao passarem a tarde juntos, começam a se conhecer e, certamente, mergulharem em um jogo de interpretações de personagens.

Em meio a tantas listas, elaboradas a convite do UOL, outros grandes lançamentos da Imovision não poderiam ter faltado; dentre eles estão Poesia, O Garoto da Bicicleta, Isto Não É um Filme e Tetro – indicados como melhores do ano em mais de uma lista.

Veja a lista completa dos melhores filmes de 2011 aqui.

7 de dez. de 2011

Em Cartaz - Isto Não É um Filme

O que você faria se fosse sentenciado a seis anos de prisão domiciliar e mais 20 anos de proibição do exercício de uma atividade que é realmente importante em sua vida? Estas questões são abordadas na mais nova produção de Jafar Panahi, Isto Não É um Filme. Panahi foi condenado, o governo iraniano alegou que o cineasta havia feitos filmes "obcenos" e o próprio Panahi foi acusado de ligações com oposicionistas do governo. De fato, esta política nos alude exatamente aos regimes de censura existentes na segunda metade do século XX; vários diretores famosos, como Andrei Tarkovski e Serguei Paradjanov foram presos e proíbidos de voltar às telas por motivos pouco convencionais, que iam desde desvinculação política até homossexualidade nas obras. Infelizmente, em pleno século XXI, parece que ainda encaramos um tipo de política que não é completamente aberta à liberdade de criação e, Panahi é o símbolo disto.  


Como o próprio nome diz, Isto Não É um Filme não se trata realmente de um. A proposta feita pelo cineasta é a de uma forma metalinguística de protesto contra a sua sentença, deste modo, é possível analisar a questão da arte por uma perspectiva muito mais crítica, onde a proibição da livre expressão não chega diretamente à força de vontade do indivíduo para assim mostrar que ainda é possível, mesmo que de uma forma muito sutil, expressar o que deveria ser colocado na grande tela. 

Nesta produção, o lado reflexivo fica muito mais aparente do que em qualquer outra obra; Jafar Panahi conversa com seus espectadores, lhes mostra o seu lado e a perspectiva sobre o regime, sobre as dificuldades de ser um artista em meio a um regime tão autoritário e a tristeza de não poder mostrar a sua criatividade da forma que gostaria. Em Cannes, causou comoção geral e fez Juliette Binoche cair em lágrimas; mostrou o lado mais triste da arte de filmar, aquele lado perigoso, que faz cineastas cairem num abismo, na malha fina da moralidade social, especialmente na conflituosa barreira que separa oriente e ocidente. E a luta a favor de Panahi continua em todos os cantos do mundo. Isto Não É um Filme é, com certeza, um daqueles filmes (ou não-filmes) que valem a pena serem vistos, refletidos, debatidos

Veja o trailer de Isto Não É um Filme, em cartaz nos cinemas: 

2 de dez. de 2011

Isto Não é Um Filme e a mobilização em favor de Jafar Panahi

Que Jafar Panahi foi condenado a 6 anos de prisão, 20 anos sem dirigir e escrever roteiros de filmes, não é novidade. Mas o que ninguém esperava é que o diretor iraniano pensasse em uma forma de burlar as regras e fizesse um filme (não-filme) que serviria como instrumento para a luta a favor da liberdade de expressão. 
A história de Jafar Panahi retratada simbolicamente em Isto Não é Um Filme, acabou mobilizando grandes nomes do cinema mundial, e colocando em pauta um assunto que deve ser discutido: Até que ponto o governo de um país é livre para escolher não conceder a liberdade de expressão para aqueles que - sem escolha - nele vivem?
Membros da Berlinale posam para foto em frente a cartaz do cineasta iraniano Jafar Panahi, homenageado nesta 61ª Berlinale
Os maiores veículos, grandes cineastas e artistas do mundo todo juntaram-se em favor da libertação de Jafar Panahi, e assim essa causa mobilizou instantaneamente a todos, tornando Isto Não é Um Filme um dos mais polêmicos filmes lançados em 2011. Não por conteúdo abusivo - como já vimos acontecer este ano -  e sim por funcionar como ferramenta anti-opressão, mostrando - em um tempo em que filmes são feitos para serem censurados por mera estratégia de marketing - o que realmente significa censura, e até onde ela pode interferir na vida daqueles que por ela são afetados. 
Organizações de Hollywood que representam roteiristas, diretores, atores e a equipe responsável pela entrega do Oscar, emitiram um comunicado expressando apoio aos cineastas iranianos que, como Jafar Panahi, foram condenados à prisão e à não realização de seus trabalhos, ou punidos com castigos físicos (como a atriz Marzieh Vafamehr) por discordar do governo de Mahmoud Ahmadinejad do Irã. 
"Esperamos que o governo iraniano liberte esses cineastas e reconheça que seus trabalhos criativos podem apenas fortalecer e enriquecer a sociedade iraniana" - Sindicato dos Diretores.
Isto Não é Um Filme representa muito mais do que apenas o protesto do diretor Jafar Panahi. A ideia de realizar o documentário surgiu em dezembro de 2010, quando foi sentenciado a seis anos de prisão pelo governo que alegou que o diretor iraniano estava "conivente com a intenção de cometer crimes contra a segurança nacional do país e fazer propaganda contra a República Islâmica"
Juliette Binoche se emocionou ao falar sobre Jafar Panahi ao receber o prêmio de melhor atriz em Cannes deste ano por Cópia Fiel, dirigido pelo também iraniano Abbas Kiarostami.
Panahi apoiou a oposição do atual presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad nas últimas eleições em 2009, e Isto Não é Um Filme é sua tentativa de contornar as leis que o impedem de realizar seu incrível trabalho, que lhe rendeu um Leão de Ouro em Veneza por O Círculo em 2000 e a Câmera de Ouro em Cannes de 1995 por O Balão Branco
"Caso o apelo não tenha resultado, a força do governo pode silenciar um dos principais artistas iranianos e sufocar a elogiada produção cinematográfica do país." Revista Época.
O protesto de todos em favor de Jafar Panahi pela liberdade continua, e você pode entender mais sobre o porquê desta luta assistindo a um dia da rotina do diretor iraniano registrado enquanto em prisão domiciliar em Isto Não é Um Filme, que estreia hoje nos cinemas. 

30 de nov. de 2011

Mostra "Filme em Foco", na Estação SESC Botafogo exibirá filmes da Imovision

A Mostra "Filme em Foco", que estará em exibição de 2 a 15 de dezembro na Estação SESC Botafogo contará com 14 filmes no total, sendo 7 deles inéditos e 7 já lançados ao longo do ano. Após cada filme, o público também poderá contar com um debate informal, que contará com personalidades de áreas diversas. 
Dentre os filmes exibidos, seis títulos são de produções distribuídas pela Imovision e a Mostra contará com títulos inéditos no circuito comercial, como A Guerra Está Declarada e filmes que estiveram em cartaz nos últimos meses, como Incêndios.

Os filmes distribuidos pela Imovision que serão exibidos são:


Incêndios, de Denis Villeneuve - um dos filmes mais vistos no Circuito Estação (35 semanas em cartaz), será comentado pela filósofa Silvia Pimenta e pela crítica, jornalista e roteirista Susana Schild. 

Incêndios concorreu ao Oscar 2011 e foi aclamado pela crítica internacional.








Homens e Deuses, de Xavier Beauvois, analisado pela teóloga Maria Clara Bingemer.
O filme conta a história da conturbada relação política na Argélia, onde os protagonistas são monges franceses que se veem cercados por um conflito que parece não ter solução.








A Guerra Está Declarada, de Valérie Donzelli – sucesso de bilheteria na França, analisado pelo crítico e jornalista Pedro Butcher.

A história verdadeira da diretora Valérie Donzelli é mostrada com um toque único, ao mostrar sua vida envolvida em um problema devastador: a doença de seu filho pequeno.







Românticos Anônimos, a "comédia romântica e achocolatada", de Jean-pierre Améris será abordada pela crítica e escritora Maria Silvia Camargo.

Românticos Anônimos mostra a história de Jean-Reneé e Angelique, duas pessoas com uma imensa paixão pelos chocolates (ele, dono de uma fábrica de chocolates e ela, uma especialista no assunto) que, ao mesmo tempo, precisam aprender a lidar com os sentimentos, com a ansiedade e a timidez. 





Isto Não É um Filme, de Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb – o Irã e o Cinema, segundo a cineasta Ana Azevedo e o critico e jornalista Andre Miranda.
Um retrato crítico sobre a real situação do diretor Jafar Panahi, iraniano, que foi condenado. Agora, ele precisa encontrar uma solução para a sua sentença: a de não poder mais produzir filmes nos próximos 20 anos.







Cairo 678, de Mohamed Diab – analisado pela pesquisadora e crítica Patrícia Rebello.

Em Cairo 678, a situação de mulheres comuns é colocada a prova nesta produção, que vai além do convencional e chega a uma profunda reflexão sobre a violência contra a mulher no Egito. 






De fato, a Mostra "Filme em Foco" abordará diversos temas de interesse geral do público, além de, claro, exibir obras realistas e contemporâneas. De 2 a 15 de dezembro, na Estação SESC Botafogo.

25 de nov. de 2011

Filmes da Imovision estão na lista dos melhores nos Festivais do Rio e São Paulo

Um ranking feito por diversos blogueiros da chamada Liga dos Blogues Cinematográficos elegeu os melhores filmes da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e do Festival  do Rio, no ano de 2011. Com os títulos inéditos inseridos em ambos os festivais, a Liga realizou a votação separadamente. Entre os filmes escolhidos para o Top 10 de ambas as listas, destacam-se produções distribuidas pela Imovision; com um destaque especial para o primeiro lugar dentre os filmes escolhidos na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o iraniano Isto Não É um Filme, de Jafar Panahi.
A lista, em sua versão carioca, prestigiou especialmente A Separação, de Asghar Farhadi, um drama comovente sobre a separação consentida de um casal iraniano, que se transforma em um desafio sem precedentes, concretizado por belas filmagens e uma análise profunda daquele país. 

Em São Paulo, o grande vencedor foi Isto Não É um Filme, de Jafar Panahi. O diretor enclausurado por ordem política, também no Irã, foi proibido de gravar filmes durante um período de 20 anos. Com tais imposições, Isto Não É um Filme mostra o recorte exato da privação na vida de um homem comum, que não quer se separar de um dos maiores prazeres de sua vida, o de dirigir filmes. 

Na lista paulistana, também há destaque para Fausto, de Alexander Sokurov, baseado no romance homônimo de Johann Goethe, um dos maiores pensadores e escritores do século XVIII. A forma como Sokurov propõe uma visão sobre a obra é única e envolvente a seus espectadores. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, Fausto é uma obra-prima, que contempla  o cinema russo de forma como não era vista desde o final da década de 80. 

A mais recente produção dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, O Garoto da Bicicleta também se elegeu como um dos melhores filmes da Mostra de São Paulo. A comovente história do garoto Cyril, que em meio ao abandono e à ira, descobre em Samantha, a cabelereira do bairro, uma relação de amizade e compreensão. Premiado em Cannes, O Garoto da Bicicleta renova o modo de filmagem com tom simples e, ao mesmo tempo, emocional, que se envolve aos espectadores de forma única, como se fossem transportados para o campo de ação.

O Garoto da Bicicleta já está nos cinemas. Isto Não É um Filme, Fausto e A Separação estarão em breve nos cinemas nacionais. 

9 de nov. de 2011

Festival de Paraty conta com retrospectiva Jafar Panahi e Adeus, Primeiro Amor de Mia Hansen-Love

A 4ª Edição do Festival Internacional de Cinema de Paraty - que acontece do dia 10 a 15 de novembro - será um pouco diferente das anteriores: A fim de incentivar novos cineastas, o Festival inaugura uma mostra competitiva de longas-metragens (Mostra Novos Olhares), onde oito filmes de jovens diretores do mundo todo concorrem ao prêmio Um novo Olhar, que apoiará a distribuição do filme no Brasil.

Da diretora Mia Hansen-Love, o filme Adeus, Primeiro Amor - que estreia nos cinemas brasileiros dia 2 de dezembro - participa da Mostra competitiva Novos Olhares.
Além desta novidade, o Festival de Paraty terá como abertura um dos mais aguardados filmes do ano - que conquistou o favoritismo dos cinéfilos na 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo - Isto Não é Um Filme, que participa da Retrospectiva Jafar Panahi, onde além deste exibirá outros cinco longas-metragens em homenagem à carreira deste grande nome do cinema iraniano: Fora de jogo (2006), Ouro Carmim (2003), O círculo (Leão de Ouro no Festival de Veneza em 2000), O espelho (1997) e O Balão Branco (Vencedor do Camera d'Or no Festival de Cannes em 1995).
A abertura do festival com Isto Não é Um Filme acontece nesta quinta-feira, 10 de novembro, às 18h30 e 21h00.
Já Adeus, Primeiro Amor, da diretora Mia Hansen-Love e será exibido na Mostra Novos Olhares sábado (12/11) às 21h00, e domingo (13/11) às 14h00.

O Festival também conta com a Mostra Especial Atores Atrás das Cameras, onde o filme Turnê de Mathieu Amalric está entre as atrações e será exibido no domingo (13/11) às 15h00.
As sessões são gratuitas e serão exibidas em três locais diferentes situados no centro histórico de Paraty: Cinema, Tenda e Cine Tela.

20 de out. de 2011

Hollywood a favor da libertação de Jafar Panahi e "Isto Não é Um Filme"

Organizações de Hollywood que representam roteiristas, diretores, atores e a equipe responsável pela entrega do Oscar, emitiram um comunicado expressando apoio aos cineastas iranianos que, como Jafar Panahi, foram condenados à prisão e à não realização de seus trabalhos, ou punidos com castigos físicos (como a atriz Marzieh Vafamehr) por discordar do governo de Mahmoud Ahmadinejad do Irã.
Cartaz nacional de Isto Não é Um Filme
O comunicado referia-se às detenções em setembro de 2011 do produtor Katayoun Shahabi, dos diretores Naser Saffarian, Hadi Afarideh, Mojtaba Mirtahmasb - codiretor de Isto Não é Um Filme - e Shahnam Bazdar e do documentarista Mohsen Shahrnazdar por trabalhos que eles teriam realizado para a BBC.
Atriz Pegah Ferydoni segura foto do diretor iraniano Jafar Panahi na cerimônia de Cannes deste ano

Grande parte do apontamento feito pelo comunicado se deve a situação do diretor Jafar Panahi realizador de Isto Não é Um Filme, que está em prisão domiciliar, e da atriz Marzieh Vafamehr, que foi condenada a 90 chicotadas por autoridades iranianas.
Juliette Binoche, que ganhou o prêmio de Melhor Atriz em Cannes por Cópia Fiel, do iraniano Abbas Kiarostami se emocionou ao falar do 'caso' Jafar Panahi, que não pode comparecer ao festival.
"Nós nos unimos aos colegas em todo o mundo para pedir a segurança, a libertação e o retorno desses cineastas ao trabalho" - afirmou em comunicado a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável pela entrega do Oscar, prêmio mais importante da indústria cinematográfica.
Membros da Berlinale posam para foto em frente a cartaz do cineasta iraniano Jafar Panahi, homenageado nesta 61ª Berlinale
Entre os outros grupos que apoiaram o comunicado estavam o Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos (Directors Guild of America), o Sindicato dos Atores (Screen Actors Guild), o Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (Producers Guild of America), o Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos (Writers Guilds of America), o Sindicato dos Editores (American Cinema Editors) e a Sociedade Americana de Cinematógrafos.

"Esperamos que o governo iraniano liberte esses cineastas e reconheça que seus trabalhos criativos podem apenas fortalecer e enriquecer a sociedade iraniana" - Sindicato dos Diretores.

O polêmico filme feito por Jafar Panahi em prisão domiciliar Isto Não é Um Filme será exibido pela primeira vez o Brasil na 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Confira os horários e salas de onde será exibido Isto Não é Um Filme.

17 de out. de 2011

Jafar Panahi é oficialmente condenado a seis anos de prisão e vinte sem realizar filmes

Em dezembro de 2010 foi dada a condenação por um tribunal de recursos do governo iraniano para o cineasta Jafar Panahi, por "exercer atividades contra a segurança nacional e propaganda contra o regime".
Jafar Panahi, em Isto Não é Um Filme 
No último sábado, 15 de outubro, um tribunal de apelações iraniano confirmou a condenação de Panahi a seis anos de prisão e vinte anos durante os quais estará proibido de dirigir filmes, escrever roteiros, viajar ao exterior e dar entrevistas, porém a advogada do cineasta afirmou ainda não ter sido notificada sobre a decisão.
O veredito dado ao cineasta iraniano ainda não foi aplicado, e Panahi continua "livre" até o momento, estando em prisão domiciliar desde dezembro de 2010, situação que o possibilitou realizar seu mais recente 'filme' Isto Não é Um Filme, que se passa inteiramente em sua casa, filmado e co-dirigido por Mojtaba Mirtahmasb, também condenado porém com pena reduzida de seis para um ano.
Mojtaba Mirtahmasb, co-diretor de Isto Não é Um Filme
Jafar Panahi foi um dos artistas e intelectuais iranianos que foi duramente afetado pela repressão do governo de Ahmadinejad, por "propaganda contra o regime" e por "transmitir uma imagem negativa do país", como Marzieh Vafamehr, atrz que há poucos dias foi condenada a um ano de prisão e 90 chicotadas por ter participado de um filme sobre as dificuldades enfrentadas pelos artistas iranianos.

Isto Não é Um Filme, será exibido na 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e tem data prevista de estreia nos cinemas em novembro deste ano.

11 de out. de 2011

"O Garoto da Bicicleta" da início a 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e "Fausto" encerra

Faltam dez dias para o início da 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que começa dia 21 de outubro e segue até 3 de novembro.
Novidades na Mostra: Esse ano participam de 250 a 300 títulos selecionados de vários países entre curtas, médias e longas-metragens. Dentre os filmes, todos os estrangeiros só serão exibidos se totalmente inéditos no país, o que implica na não exibição de muitos de nossos filmes exibidos no Festival do Rio 2011, e uma diminuição evidente da quantidade de filmes da edição anterior, que  aumenta o critério dos filmes exibidos e consequentemente a qualidade e o número de vezes que será exibido, o que é um ponto bastante positivo.

A grande novidade para a Imovision: Pela primeira vez dois filmes de uma mesma distribuidora abrirá e encerrará a Mostra Internacional de São Paulo.
Thomas Doret é Cyril e Cécile de France é Samantha em O Garoto da Bicicleta
Na abertura será exibido O Garoto da Bicicleta, de Jean-Pierre e Luc Dardenne que conta a história de um garoto de quase 12 anos, Cyril (Thomas Doret), que não aceita a rejeição do pai que quer começar outra vida sem o menino. Revoltado, agressivo, o menino se agarra à cabeleireira Samantha (Cécile de France), que percebe seu desespero e procura dar a ele o amor de que necessita, buscando uma conexão familiar e social com o garoto.

O Garoto da Bicicleta foi vencedor do Grande Prêmio do Júri em Cannes este ano, junto ao Era Uma Vez na Anatólia, de Nuri Ceylan, que também será exibido na Mostra.
Fausto de Aleksander Sukurov encerra a 35ª Mostra de São Paulo
Para fechar com chave de ouro, a Mostra desse ano exibirá o grande vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza desse ano Fausto de Aleksander Sokurov, uma adaptação (não fiél) do clássico de Johann Wolfgang Goethe , que conta a clássica história de Fausto, um homem a frente a sua época que cansado de tanto conhecimento que até o entedia, faz um pacto com mefistófeles, o diabo, onde faria nele despertar uma paixão pela técnica e pelo progresso, e viver de acordo com seus instintos e desejos.
Isto Não é Um Filme de Jafar Panahi 
Dentre a programação, diversos filmes distribuídos pela Imovision também foram confirmados como, Se Não Nós, Quem? de Andres Veiel, Isto Não é Um Filme de Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb e As Neves do Kilimanjaro, de Robert Guédiguian.

Cópias restauradas de La Dolve Vita, de Frederico Fellini, Laranja Mecânica de Stanley Kubrick, Le Voyage Danis La Lune de Georges Méliès, Novecento de Bernado BertolucciO Leopardo de Luchino Visconti, e Taxi Driver de Martin Scorsese serão exibidos também na 35ª Mostra internacional de Cinema de São Paulo.

Acompanhe no blog da Imovision os detalhes da 35ª Mostra internacional de Cinema de São Paulo como datas, horários, salas e o line-up oficial da mostra,  ainda não foi divulgado.

29 de set. de 2011

Programação do NYFF é repleta de candidatos ao Oscar 2012

Começa amanhã, 30 de setembro, o 49º Festival de Cinema de Nova Yok (New York Film Festival, o NYFF) que acontece até 16 de outubro.
O NYFF segue a linha dos festivais como Sundance e Cannes, exibindo os filmes que de certa forma mais impactaram o público de forma positiva. Dessa forma podemos dizer que a maior parte dos filmes ovacionados pela crítica, muitos candidatos ao Oscar 2012, concentram-se em festivais como o de Nova York.
O Garoto de Bicicleta de Jean-Pierre e Luc Dardenne
Dos filmes distribuídos pela Imovision, O Garoto de Bicicleta de Jean-Pierre e Luc Dardenne; O Porto, de Aki Kaurismäki (forte candidato à indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro); Pina de Wim Wenders (também cogitado à indicação); A Separação, de Asghar Farhadi (o mais forte candidato nas especulações de indicação ao Oscar 2012 de melhor filme estrangeiro) e Isto Não é Um Filme, o polêmico "filme" documentário feito pelo (confinado) diretor iraniano Jafar Panahi, que chegou no Festival de Cannes em um pen drive dentro de um bolo e acarretou problemas para seu co-diretor Mojtaba Mirtahmasb, que não pôde mais sair do Irã após o filme começar a ser exibido pelo mundo.
Jafar Panahi e Igi, sua iguana de estimação em "Isso Não é Um Filme"
Nas Seleções de Gala no NYFF estão Carnage, o novo filme de Roman Polanski já exibido e aclamado pela crítica em outros festivais, A Dangerous Method de David Cronenberg; A Pele Que Habito, o novo de Pedro Almodóvar; My Week With Marilyn de Simon Curtis e The Descendants de Alexander Payne.

Confira a relação dos filmes que serão exibidos no 49º Festival de Cinema de Nova York.

19 de set. de 2011

"Isto Não é Um Filme" de Jafar Panahi será exibido nos EUA e Reino Unido

"Isto Não é Um Filme" de Jafar Panahi está trilhando seu caminho para os Estados Unidos e Reino Unido, apesar do fato de que o (não) filme nunca deveria ter existido, muito menos deixado o Irã.

Toda a polêmica em relação ao filme-não-filme de Jafar Panahi começou quando em dezembro de 2010 o diretor iraniano foi sentenciado a seis anos de prisão pelo governo que alegou que Panahi estava "conivente com a intenção de cometer crimes contra a segurança nacional do país e fazer propaganda contra a República Islâmica". Resumindo, Panahi apoiou a oposição do atual presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad nas últimas eleições em 2009.

Além dos 6 anos de prisão (até agora domiciliar) o diretor está proibído de dirigir filmes e escrever roteiros por 20 anos e seus direitos de falar com a midia e viajar para o exterior também foram revogados.

"Isso Não é Um Filme" é uma tentativa de Panahi contornar uma dessas leis que o impedem de realizar seus filmes. O documentário além de ter sido enviado ao Festival de Cannes (dentro de um bolo) desse ano, foi exibido no Festival de Toronto e teve os direitos comprados pela distribuidora Palisades Tartan para a exibição do (não) filme nos Estados Unidos e Reino Unido.
"Esse filme é de inegável importância hoje, especialmente em relação a atual instabilidade do Oriente Médio" disse o presidente CEO da Palisades Tartan.

O trabalho de Panahi é ovacionado particularmente na Europa, e já ganhou prêmios notáveis como o Leão de Ouro no Festival de Veneza em 2000 pelo filme "O Círculo".
Juliette Binoche se emocionou ao falar sobre a situação de Panahi na cerimônia de entrega de prêmios no Festival de Cannes de 2011
Além disso Panahi é uma figura bastante importante no circuito cinematográfico, e tem apoio de muitos cineastas consagrados que assinaram uma petição para sua libertação. Nomes como Francis Ford Coppola, Steven Spielberg, Ang Lee, os irmãos Cohen, Scorsese, Sean Penn, entre outros estão lutando à favor dos direitos diretor iraniano, não apenas por ele, mas por essa causa que é universal.
Juliette Binoche, que protagonizou Cópia Fiel, do também iraniano Abbas Kiarostami falou sobre esse assunto com lágrimas nos olhos ao receber o prêmio de melhor atriz em Cannes desse ano.

A Imovision também é à favor da liberdade de expressão dos cineastas iranianos, porém infelizmente sabemos o quanto é improvável palávras e lágrimas influenciarem as decisões da República Islâmica .

24 de mai. de 2011

Novas Aquisições Imovision

A Imovision voltou de Cannes cheia de novas aquisições, a começar pelo vencedor do Grande prêmio do Juri, o Grand Prix, dessa 64º edição do Festival, O Garoto de Bicicleta dos irmãos belgas Jean Pierre e Luc Dardenne.
Outro da seleção oficial do festival também está entre nossas novas aquisições. Beloved, de Christophe Honoré com Catherine Deneuve (de Potiche), Chiara Mastroiani e Louis Garrel;

Le Havre” de Aki Kaurismaki, também esteve na competição pela Palma de Ouro, o prêmio máximo do Festival de Cannes. Uma divertida comédia sobre a imigração ilegal e os refugiados na Europa.

Alguns  ainda estão sendo filmados, como “7 Days in Havana” com Benicio Del Toro, Júlio Medem, Laurent Cantet e Pablo Trapero; “Angels Share”  de Ken Loach;  e “Declaration of War”, de Valerie Donzelli, que faz parte da “Semaine de la Critique”, seção paralela do Festival de Cannes.
Dentre os filmes, o polêmico “This is not a film” de Jafar Panahi entra na lista de nossas aquisições.  O filme chegou a competição de Cannes num pen drive dentro de um bolo, já que o diretor Panahi foi condenado há 6 anos de prisão, e a 20 anos sem gravar filmes nem dar entrevistas. A partir dessas informações, “Isto não é um filme” além de ter sido gravado emsua casa de forma amadora, o nome que o diretor da ao filme se torna alto-justificativo, sem precisar de maiores explicações.

Outros filmes como “Les Emotifs Anonymes“ de Jean-Pierre Améris,  “Les neiges du Kilimanjaro” de Robert Guediguian, “Letters to My Son” de Marion Hansel ; “Toutes nos Envies”, de Philippe Lioret (diretor de "Bem-Vindo") também estão na lista de nossas novas aquisições, assim como alguns que estão em processo de finalização  como “Amour”, de Michael Haneke diretor de "A Fita Branca", com Isabelle Huppert, e “Un Été Brulant” (Um verão escaldante), de Philippe Garrel (diretor de "Amantes Constantes"), com Louis Garrel e Monica Bellucci;  em pré-produção “The End”, do iraniano Abbas Kiarostami, diretor do considerado por muitos como melhor filme de 2011 “Cópia Fiel”. 

Ainda sendo produzidos e filmados, "Après Mai", de Olivier Assayas (diretor de “Carlos”), e “I Wish” de Kore-Eda Hirokazu (de “Ninguém Pode Saber”), e por fim em pós-produção “Love Bruises” de Ye Lou; e a adaptação cinematográfica de Alfred De Musset “Confessions Of A Child Of The Century”, estrelado por Charlotte Gainsbourg e o (ex) vocalista da (ex) banda Libertines Peter Doehrty.

Acompanhe o blog da Imovision para mais informações e novidades sobre nossos próximos lançamentos.