
A mais nova produção do cineasta
Aki Kaurismäki mostra um horizonte peculiar sobre a vida dos imigrantes ilegais na Europa. Ao contrário das tensões presentes sobre este tema, como retratado em
O Silêncio de Lorna, de
Jean-Pierre e
Luc Dardenne, o cineasta finlandês coloca a questão de uma forma singela e carinhosa, contando a história de um menino africano que chega à
Le Havre, uma cidade portuária e, nesta situação, seus habitantes precisam ter compaixão para que possam entendem o universo dos estrangeiros em uma nova terra.
Aki Kaurismäki, o diretor, se diz extremamente interessado em retratar este mundo, sem luxos nem ostentação. Ele próprio já pensa em
Le Havre (nome original) como a primeira parte da sua trilogia, denominada
"The Harbor Town Trilogy" (a trilogia da cidade do porto, literalmente); nesta trilogia, o seu segundo filme já até possui nome,
"The Barber of Vigo" (O Barbeiro de Vigo), falando sobre uma cidade portuária da região da Galiza.

Para ser mais exato, O Porto conta a história de Marcel Marx, um ex-escritor que agora trabalha como engraxate. Ele se preocupa em proteger o jovem Idrissa, um garoto africano que chegou a Le Havre escondido em um container, ao mesmo tempo em que ajuda sua esposa na luta contra um câncer. Nisto, o detetive Monet (referência clara ao artista impressionista), procura por respostas relacionadas ao garoto. Fica evidente que a frieza da vizinhança é logo derrubada em prol da igualdade de direitos e de uma bonita esperança que toma conta de todos que convivem com Marx. Trata-se de um ponto de vista completamente peculiar sobre a difícil questão que se pauta na xenofobia e na imigração.
O Porto, de
Aki Kaurismäki é um forte candidato à concorrer o
Oscar 2012, na categoria de
Melhor Filme Estrangeiro e será lançado pela
Imovision no primeiro semestre de 2012.
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